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Ford prepara ofensiva de 7 lançamentos na Europa para enfrentar chinesas

Montadora quer ampliar portfólio com novos elétricos, híbridos e utilitários para recuperar mercado e frear avanço das marcas chinesas na Europa.

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Ford Fiesta deixou de ser vendido na Europa em Julho de 2023
Ford Fiesta deixou de ser vendido na Europa em Julho de 2023 Foto: Divulgação

A Ford anunciou uma nova estratégia para recuperar espaço no mercado europeu, onde perdeu força nos últimos anos e passou a enfrentar a rápida expansão de marcas chinesas como BYD e Chery. A montadora confirmou que lançará sete novos modelos até 2029, sendo cinco carros de passeio e dois comerciais.

Entre os veículos previstos estão um hatch compacto elétrico, um SUV elétrico pequeno e outros três SUVs com opções híbridas e totalmente elétricas. Um dos destaques é a volta do nome Ford Fiesta, que deverá retornar em uma nova geração eletrificada. Outro lançamento será um SUV inédito da família Ford Bronco, desenvolvido exclusivamente para o mercado europeu e produzido na fábrica de Valência, na Espanha.

Caminhonete Ford F150 Lightning cinza, de frente, dentro de garagem iluminada, ligada a carregador de carros elétricos
Segundo a Ford, carros elétricos de grande porte, como a caminhonete F150 Lightning, não são lucrativos Foto: Ford/Divulgação

A ofensiva faz parte de uma reação da marca à queda nas vendas na região. Há dez anos, a Ford vendia mais de 1 milhão de carros por ano na Europa. Em 2025, o volume caiu para cerca de 426 mil unidades, fazendo a empresa recuar para a oitava colocação entre as montadoras do continente.

Além dos carros de passeio, a divisão Ford Pro também ganhará reforços com dois utilitários, incluindo uma nova versão da picape Ford Ranger Super Duty e uma van elétrica urbana. A marca quer manter sua liderança em veículos comerciais, setor que ainda representa um dos seus pontos fortes na Europa.

Ford Bronco EV
Ford Bronco EV Foto: Divulgação/Ford

A Ford também aproveitou o anúncio para criticar a política europeia de eletrificação total. Segundo a empresa, a legislação deveria considerar mais híbridos plug-in e elétricos de autonomia estendida, argumentando que a demanda real dos consumidores ainda não acompanha a velocidade das metas impostas pela União Europeia.