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Toyota testa IA para carros do futuro com robô que joga basquete

Tecnologia usada no CUE7 permite que o robô aprenda sozinho e ajude a desenvolver sistemas de condução autônoma, visão computacional e automação para futuros modelos da marca.

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CUE7 foi feito para testar IA que pode chegar aos carros do futuro
CUE7 foi feito para testar IA que pode chegar aos carros do futuro Foto: Divulgação/Toyota

A Toyota apresentou o CUE7, nova geração de seu robô humanoide capaz de jogar basquete, como vitrine para tecnologias de inteligência artificial que poderão ser aplicadas futuramente em veículos, fábricas e sistemas autônomos da marca.

O projeto nasceu em 2017 como uma iniciativa paralela de engenheiros da Toyota e agora chega à sua fase mais avançada. O CUE7 mede 2,18 metros de altura, pesa 74 kg e consegue se movimentar sozinho pela quadra, driblar e arremessar com movimentos próximos aos de um jogador humano. O robô estreou em uma partida do time japonês Alvark Tokyo, patrocinado pela montadora.

CUE7 foi feito para testar IA que pode chegar aos carros do futuro
CUE7 foi feito para testar IA que pode chegar aos carros do futuro Foto: Divulgação/Toyota

A grande evolução do CUE7 está no uso de aprendizado por reforço, sistema de IA que permite ao robô aprender por tentativa e erro, sem depender de movimentos totalmente programados por engenheiros. Na prática, ele calcula distância, ângulo e força para cada arremesso, ajustando os próximos movimentos com base nos erros anteriores. É um avanço importante em relação aos modelos anteriores da linha CUE.

O histórico do projeto já chama atenção. Em 2019, o CUE3 entrou para o Guinness ao converter 2.020 lances livres consecutivos. Em 2024, o CUE6 bateu outro recorde ao acertar um arremesso a 24,55 metros de distância. Agora, o CUE7 adiciona mobilidade completa, marcando o que a própria Toyota chama de “mudança total de geração”.

Embora pareça apenas uma demonstração curiosa, a tecnologia por trás do robô pode ter impacto direto nos carros da marca. A Toyota usa o projeto para desenvolver visão computacional, sensores, controle de movimento e IA embarcada, tecnologias que poderão evoluir para linhas de produção automatizadas, assistentes robóticos e sistemas de direção autônoma. O basquete é só o laboratório.