A BYD acaba de lançar na Austrália a versão mais potente da Shark, dando um passo importante na estratégia da marca para o segmento de picapes médias.
A nova configuração, chamada de Performance em alguns mercados, estreia com mudanças relevantes no conjunto mecânico e passa a entregar cerca de 475 cv e mais de 70 kgfm de torque, colocando o modelo em confronto direto com versões esportivas como a Ford Ranger Raptor.
A principal evolução está no motor a combustão, que deixa de ser o 1.5 turbo e passa a ser um 2.0 turbo de aproximadamente 245 cv. Ele atua em conjunto com dois motores elétricos, um em cada eixo, formando um sistema híbrido plug-in com tração integral. Na prática, o modelo mantém a proposta de rodar prioritariamente em modo elétrico, mas agora com muito mais fôlego em acelerações e retomadas.
Com o novo conjunto, o desempenho melhora de forma significativa. A aceleração de 0 a 100 km, por exemplo, deve ficar na casa dos 5 segundos, número competitivo até mesmo frente a picapes esportivas a combustão. Ao mesmo tempo, a Shark mantém uma pegada eficiente no uso urbano, graças à bateria de cerca de 30 kWh, que permite rodar próximo de 100 km no modo totalmente elétrico.
Outro avanço importante está na capacidade de reboque, que agora chega a 3.500 kg. O número corrige uma das principais limitações da versão anterior e coloca a Shark no mesmo nível das picapes médias tradicionais a diesel, ampliando seu apelo para uso profissional e off-road.
No conjunto estrutural, a picape segue utilizando chassi dedicado e suspensão traseira independente, uma solução diferente do eixo rígido comum entre rivais, o que tende a favorecer conforto e estabilidade. O pacote ainda inclui recursos avançados de assistência à condução e um interior com forte presença de tecnologia, alinhado ao padrão dos modelos mais recentes da BYD.
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