Um grave problema de segurança automotiva está mobilizando autoridades nos Estados Unidos: airbags falsificados ou irregulares, importados da China, já foram ligados a pelo menos 10 mortes e dois feridos graves em 12 acidentes nos últimos anos. As investigações são conduzidas pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), que agora avalia até o banimento definitivo desses componentes no país.
O ponto mais preocupante é a falha de funcionamento. Em vez de inflar corretamente para proteger os ocupantes, os infladores defeituosos podem explodir e lançar fragmentos metálicos dentro do carro, transformando um item de segurança em um risco fatal.
Segundo a NHTSA, os airbags envolvidos não são originais de fábrica, mas sim peças de reposição instaladas após colisões anteriores, geralmente adquiridas no mercado paralelo por serem mais baratas. Isso dificulta o controle e a rastreabilidade, já que muitos desses componentes entram no país de forma ilegal.
Os casos identificados até agora envolvem principalmente modelos como Chevrolet Malibu e Hyundai Sonata, mas as autoridades alertam que o risco pode ser mais amplo. A recomendação é clara: proprietários, especialmente de carros usados com histórico de acidente, devem verificar a procedência dos airbags e procurar oficinas autorizadas ou concessionárias.
O alerta ganhou força em 2026, quando novas mortes foram registradas e a investigação foi ampliada. Agora, o governo americano discute medidas mais duras, incluindo a proibição total desses infladores, em um caso que lembra o escândalo global dos airbags da Takata Corporation, responsável por dezenas de mortes ao redor do mundo.
Na prática, o episódio reforça um ponto crítico para o consumidor: economizar em peças de segurança pode custar caro. No caso dos airbags, optar por componentes não certificados pode transformar um sistema projetado para salvar vidas em uma ameaça silenciosa.
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