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Governo quer elevar mistura de etanol na gasolina para 32% ainda em 2026

Proposta do Conselho Nacional de Política Energética busca reduzir importações e conter preços, mas ainda depende de validação técnica

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Preço médio da gasolina praticamente não mudou
Preço médio da gasolina praticamente não mudou Foto: José Cruz / Agência Brasil

O governo federal pretende aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% para 32% ainda em 2026. A proposta, conhecida como E32, está em discussão no âmbito do CNPE e faz parte de uma estratégia para ampliar o uso de biocombustíveis no país, reduzindo a dependência da gasolina importada e ajudando a equilibrar os preços nas bombas.

Antes da implementação, porém, o plano precisa passar por uma etapa fundamental de testes. O Instituto Mauá de Tecnologia será responsável por conduzir estudos técnicos para avaliar os impactos da nova mistura no desempenho, consumo e durabilidade dos motores. A ideia é garantir que não haja prejuízos para a frota atual antes da liberação oficial.

 

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Carro vermelho sendo abastecido Foto: VW/Divulgação

Segundo o governo, os testes com o E32 devem ser concluídos ainda no primeiro semestre. Caso os resultados sejam positivos, a expectativa é que a nova proporção seja aprovada e entre em vigor rapidamente, repetindo o movimento feito anteriormente quando a mistura passou de 27% para 30%.

A medida também tem forte apelo econômico e ambiental. O aumento da participação do etanol, combustível renovável produzido majoritariamente a partir da cana de açúcar, pode ajudar a reduzir as emissões de poluentes e fortalecer o setor sucroenergético nacional, além de diminuir a exposição do Brasil às oscilações do mercado internacional de petróleo.

Por outro lado, especialistas do setor automotivo acompanham o tema com cautela. Apesar de o Brasil ter ampla experiência com misturas elevadas de etanol, qualquer mudança exige validação rigorosa para evitar impactos em veículos mais antigos ou em determinadas condições de uso. A decisão final deve considerar justamente esse equilíbrio entre benefícios econômicos e segurança técnica.