Ver o espaço vazio onde seu carro estava estacionado pode ser desesperador. Se você confirmou que não se trata de roubo, o veículo provavelmente foi guinchado. Manter a calma é o primeiro passo para resolver a situação de forma rápida e com o menor prejuízo possível. O processo envolve alguns passos burocráticos, mas conhecê-los de antemão faz toda a diferença.
A primeira medida é descobrir para qual pátio seu carro foi levado. Geralmente, essa informação pode ser obtida nos sites ou telefones do órgão de trânsito responsável pela remoção, como o Detran do seu estado ou a companhia de tráfego municipal. Tenha em mãos a placa e o Renavam do veículo para agilizar a consulta.
Regularize as pendências antes de tudo
O carro só será liberado após a quitação de todos os débitos. Isso inclui a multa que originou a remoção, as taxas de guincho e as diárias de permanência no pátio, cujos valores variam conforme o município e o estado. É importante saber que, para a liberação, qualquer outra pendência do veículo, como IPVA, licenciamento ou multas antigas, também precisa ser paga. Desde 2021, o não pagamento do IPVA e de multas por si só não são mais motivos para guinchar um veículo, mas se ele for removido por outra infração, todos os débitos devem ser regularizados.
Fique atento ao prazo: a legislação permite que o veículo seja leiloado caso não seja retirado pelo proprietário em até 60 dias após a remoção.
Quais infrações podem levar ao guincho?
Muitos motoristas são surpreendidos ao saber que a remoção não ocorre apenas por estacionar em local proibido. Outras infrações comuns que levam ao guincho incluem participar de “disputa de corrida” (conhecida como racha), conduzir com a CNH cassada ou suspensa e até mesmo ter o veículo em mau estado de conservação, com pneus carecas, por exemplo.
Documentos necessários para a liberação
Com todas as dívidas pagas, o próximo passo é reunir a documentação para ir ao pátio. A lista pode variar ligeiramente entre as cidades, mas a base é sempre a mesma. Você precisará apresentar os seguintes itens:
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Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV-e) atualizado;
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Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou documento de identidade do proprietário;
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Comprovantes de pagamento de todas as multas, taxas e impostos pendentes;
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Comprovante de Recolhimento ou Remoção (CRR), fornecido no momento da autuação;
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Procuração, caso a retirada seja feita por um terceiro.
Ao chegar ao pátio, um servidor emitirá a guia de liberação. Antes de assinar qualquer documento e sair com o carro, faça uma vistoria completa para verificar se não há novos arranhões, amassados ou outros danos que não existiam antes da remoção.
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