x
UAI
Fiscalização

Os 5 tipos de radar que mais multam no Brasil

Sistemas de monitoramento identificam diferentes irregularidades no trânsito e ampliam o alcance da fiscalização nas cidades e rodovias

Publicidade
Radares Doppler
Radares Doppler Foto: Divulgação

Com a ativação de novos radares em rodovias de Minas Gerais ao longo de 2026, incluindo implementação de limites de velocidade em vigor desde junho de 2025, a atenção dos motoristas se volta para a fiscalização eletrônica. No entanto, o monitoramento nas ruas e estradas brasileiras vai muito além do excesso de velocidade, utilizando tecnologias capazes de flagrar diversas outras infrações que podem resultar em multas e pontos na carteira.

Muitos condutores desconhecem que os equipamentos instalados em postes e pórticos podem identificar desde o avanço de sinal vermelho até o uso do celular ao volante. Conhecer esses sistemas é o primeiro passo para dirigir com mais segurança e evitar surpresas desagradáveis. A tecnologia evoluiu e a fiscalização se tornou mais abrangente e precisa.

Descubra a seguir os cinco principais tipos de fiscalização eletrônica que mais multam no país e entenda como cada um deles funciona.

1. Radar de velocidade fixo

Este é o modelo mais comum e conhecido. Sensores eletromagnéticos instalados sob o asfalto, chamados de laços indutivos, medem o tempo que um veículo leva para passar de um ponto a outro. O sistema calcula a velocidade média nesse trecho e, se ela estiver acima do limite permitido na via, a câmera fotografa a placa do carro.

2. Fiscalização de avanço de sinal

Fiscal aplica multa em motorista
Fiscal aplica multa em motorista Foto: Reprodução

Também posicionado em cruzamentos, este equipamento utiliza os mesmos laços indutivos no asfalto para verificar se o veículo ultrapassa a linha de retenção quando o semáforo está vermelho. A infração é registrada no momento em que o carro invade a área do cruzamento com o sinal fechado, sendo uma das multas mais comuns em áreas urbanas.

3. Detector de parada sobre a faixa

Muitas vezes integrado ao sistema de avanço de sinal, este detector tem uma função específica: multar o motorista que para sobre a faixa de pedestres durante a transição do semáforo. Mesmo que o condutor não avance o cruzamento, a simples imobilização do veículo sobre a faixa já é suficiente para gerar a autuação.

4. Leitor automático de placas (LAP)

Conhecido como "radar inteligente", este sistema não mede velocidade. Ele utiliza câmeras com tecnologia de reconhecimento óptico de caracteres (OCR) para ler as placas dos veículos em circulação. Os dados são cruzados em tempo real com bancos de dados oficiais para identificar carros com licenciamento atrasado, restrição de roubo ou furto e fiscalizar o rodízio em cidades como São Paulo.

5. Câmeras de monitoramento multifuncionais

Recursos para anular multa por excesso de velocidade aplicada por radar. A medida visa reduzir as mortes no trânsito por excesso de velocidade
Equipamento de radar com veículos passando pela avenida Foto: Leandro Couri - EM - DA Press

Esta é a tecnologia de fiscalização mais versátil. Câmeras de alta definição, operadas remotamente por agentes de trânsito em uma central, podem flagrar uma série de infrações comportamentais. Entre as mais comuns estão o uso do celular ao volante, a falta do cinto de segurança para motorista ou passageiro, conversões proibidas e o tráfego em faixas exclusivas de ônibus.

• Assista aos vídeos do VRUM no YouTube e no Dailymotion!