A busca pelo carro usado ideal pode se transformar em um grande prejuízo financeiro por causa de uma fraude cada vez mais comum: o golpe do 'sinal'. Criminosos se aproveitam do desejo de um bom negócio para enganar compradores em plataformas de venda online e redes sociais, solicitando um depósito antecipado para "reservar" um veículo que, na maioria das vezes, nem existe ou não pertence a eles.
O golpe é aplicado de forma a criar um senso de urgência na vítima. O fraudador publica um anúncio com fotos atraentes de um carro e um preço muito abaixo da Tabela Fipe, despertando o interesse imediato de dezenas de pessoas. Quando um comprador entra em contato, a história é sempre a mesma: há muitos outros interessados e, para garantir a compra, é preciso fazer um depósito via Pix.
Após a transferência do dinheiro, o suposto vendedor desaparece. Ele bloqueia o contato da vítima, apaga o anúncio e some com o valor depositado, deixando o comprador sem o carro e sem o dinheiro. A tática se aproveita da boa-fé e da empolgação de quem acredita ter encontrado uma oportunidade imperdível.
Como o golpe funciona na prática
A operação dos criminosos segue um roteiro bem definido. Primeiro, eles copiam fotos e informações de anúncios verdadeiros para criar uma publicação falsa, mas com aparência legítima. O principal atrativo é sempre o preço, consideravelmente menor que o de mercado, para gerar uma alta procura em pouco tempo.
Em seguida, o golpista usa a alta demanda como argumento para pressionar o comprador. Ele inventa desculpas, como a necessidade de pagar uma dívida urgente ou uma viagem inesperada, para justificar a pressa na venda e a necessidade do sinal. A promessa é que o depósito garante que o veículo não será vendido para outra pessoa.
3 dicas essenciais para não cair no golpe
Para se proteger, é fundamental adotar uma postura de desconfiança e seguir algumas regras básicas durante a negociação de um veículo usado. Medidas simples podem evitar que você se torne a próxima vítima.
1. Desconfie de preços milagrosos: ofertas muito abaixo do valor de mercado são o principal sinal de alerta. Consulte a Tabela Fipe e pesquise preços de modelos similares para ter uma base real do valor do veículo. Ninguém vende um carro em bom estado por um preço tão baixo sem um motivo oculto.
2. Nunca deposite antes de ver o carro: esta é a regra de ouro. Jamais pague qualquer quantia, por menor que seja, antes de inspecionar pessoalmente o veículo. Agende a visita em um local público e movimentado, como o estacionamento de um shopping ou em frente a um posto policial.
3. Verifique o veículo e a documentação: antes de encontrar o vendedor, peça a placa e o Renavam do carro para consultar a situação no site do Detran. Durante a visita, confirme se o nome no documento do veículo (CRLV) é o mesmo da pessoa que está vendendo. Se possível, leve um mecânico de confiança para fazer uma avaliação completa.
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