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Pesa no bolso?

Bateu o carro elétrico? Veja por que o conserto pode custar uma fortuna

Reparos em baterias e sistemas eletrônicos podem sair mais caros do que o esperado; entenda os desafios e os custos envolvidos na manutenção

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Motorista de Tesla Cybetruck se envolveu em acidente na cidade de São Paulo
Motorista de Tesla Cybetruck se envolveu em acidente na cidade de São Paulo Foto: Reprodução/Redes sociais

A compra de um carro elétrico envolve um planejamento financeiro que vai além do preço na concessionária. Um dos pontos que mais assusta os proprietários, e que muitas vezes só é descoberto após uma batida, é o custo do reparo. Uma colisão que seria simples em um veículo a combustão pode se transformar em uma enorme dor de cabeça financeira em um modelo eletrificado.

O motivo principal para essa diferença está na complexidade e no valor dos componentes. Diferente dos carros tradicionais, onde o motor e a transmissão são as peças mais caras, nos elétricos o protagonismo é da bateria e de todo o sistema de alta tensão. Os custos elevados não se limitam apenas a acidentes graves; até mesmo avarias leves podem gerar orçamentos surpreendentes.

Bateria: o coração caro do sistema

A grande vilã dos custos de reparo em um carro elétrico é, sem dúvida, a bateria. Posicionada geralmente no assoalho do veículo para baixar o centro de gravidade, ela fica vulnerável a impactos inferiores e laterais. Qualquer dano em seu invólucro ou em suas células pode exigir a troca de todo o conjunto, uma peça que pode representar entre 30% e 50% do valor total do carro.

Seguradoras chegam a declarar perda total para veículos com danos relativamente pequenos, mas que atingiram o pacote de baterias. Isso acontece porque, em muitos casos, os fabricantes não autorizam o reparo parcial das células, exigindo a substituição completa por questões de segurança. Porém, em 2026, já existem oficinas especializadas que oferecem reparo modular, permitindo a troca apenas de módulos ou células danificadas, o que pode reduzir significativamente os custos em casos específicos.

O problema não para por aí. Outros fatores encarecem a conta na oficina:

  • Mão de obra especializada: a manutenção de sistemas de alta voltagem exige profissionais com treinamento específico e equipamentos de segurança. Essa mão de obra é mais rara e, consequentemente, mais cara.

  • Peças e sensores: carros elétricos são repletos de sensores, câmeras e radares para os sistemas de assistência ao motorista. Uma simples batida no para-choque pode danificar vários desses componentes, que precisam não apenas ser trocados, mas também recalibrados.

  • Estrutura complexa: para compensar o peso das baterias, muitos modelos utilizam materiais leves e resistentes, como alumínio e aços de ultra-alta resistência. O conserto dessas estruturas é mais complexo e caro do que o de chapas de aço convencionais.

Vale ressaltar que o cenário está em transformação, com custos de baterias em queda e maior oferta de serviços especializados.

Esse cenário impacta diretamente no valor do seguro. As seguradoras calculam o risco com base no custo médio dos sinistros. Sabendo que o conserto de um elétrico pode custar uma fortuna, elas elevam o preço da apólice, tornando o custo de propriedade ainda maior para o consumidor.

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