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Gastos importantes!

Os 5 gastos ocultos do carro elétrico que você precisa conhecer agora

Além do preço de compra e da recarga, existem outros gastos; saiba quais são os custos de seguro, manutenção e peças que podem pesar no orçamento

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BYD Seal 2026
BYD Seal 2026 Foto: Divulgação/BYD

A decisão de comprar um carro elétrico vai muito além do preço na etiqueta e do custo da energia. Embora a economia no "abastecimento" e na manutenção seja um grande atrativo, superando os modelos a combustão na maioria dos cenários urbanos em 2026, existem despesas adicionais que podem surpreender o proprietário desavisado e impactar o orçamento a médio e longo prazo.

Esses gastos, muitas vezes não mencionados na venda, envolvem desde o seguro até a troca de pneus. Conhecer esses pontos é fundamental para fazer uma escolha consciente e evitar sustos financeiros. Apresentamos cinco custos que você precisa colocar na ponta do lápis antes de levar um veículo elétrico para casa.

1- Seguro com valor elevado

BYD Dolphin
BYD Dolphin Foto: Reprodução/MIIT

A apólice de seguro para um carro elétrico costuma ser significativamente mais cara em comparação a um modelo a combustão de valor similar. As seguradoras justificam o preço maior pelo alto custo de reparo. Componentes como baterias e módulos eletrônicos são caros e exigem mão de obra especializada, elevando o risco e, consequentemente, o valor do prêmio.

2- Manutenção e peças específicas

Funcionários da BYD trabalhando em Camaçari (BA)
Funcionários da BYD trabalhando em Camaçari (BA) Foto: Divulgação/BYD

A mecânica de um elétrico é mais simples, com menos peças móveis. Isso reduz a frequência de manutenções preventivas, como trocas de óleo. No entanto, quando um reparo é necessário, o custo pode ser alto. A substituição de uma bateria fora da garantia, por exemplo, pode custar uma fração considerável do valor do próprio veículo. Oficinas especializadas vêm se tornando mais acessíveis em 2026, embora os custos de reparo ainda sejam elevados quando necessários.

3- Pneus especiais e mais caros

Desenho das rodas é projetado para fora e facilita arranhões
Custo dos pneus de um BYD Dolphin Mini é elevado Foto: Maurício Campelo/Vrum

Carros elétricos são mais pesados que seus equivalentes a combustão por causa das baterias. Além disso, entregam torque instantaneamente. Essa combinação causa um desgaste maior dos pneus, que precisam ser modelos específicos, projetados para suportar o peso extra e o torque, além de oferecer baixa resistência à rolagem para otimizar a autonomia. Esses pneus custam mais caro.

4- Instalação do carregador residencial

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Carro estacionado durante o carregamento Foto: Jeep / Divulgação

Para ter conveniência e aproveitar as tarifas de energia mais baixas durante a noite, a instalação de um carregador de parede, o chamado wallbox, é quase obrigatória. O custo do equipamento e da instalação por um profissional qualificado, que pode exigir adequações na rede elétrica da residência, é uma despesa inicial que muitos compradores não incluem no cálculo total. O impacto na conta de luz, no entanto, representa um acréscimo de apenas 10% a 20% no consumo residencial médio brasileiro.

5- Desvalorização e tecnologia

Ferrari Elettrica
Desgastes na bateria são fatores que aumentam a desvalorização Foto: Divulgação/Ferrari

O mercado de veículos elétricos evolui rapidamente, com novas tecnologias de bateria e maior autonomia surgindo a cada ano. Essa evolução tecnológica acelerada pode levar a uma desvalorização mais acentuada dos modelos usados. Um carro comprado hoje pode parecer obsoleto em poucos anos, o que impacta diretamente seu valor de revenda. Por outro lado, isso tem criado um mercado de seminovos mais acessível, com modelos de 2022 a 2024 disponíveis com descontos significativos, ampliando o acesso à tecnologia.