Um estudo baseado em dados da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), a agência de segurança viária do governo dos Estados Unidos, acende um alerta para motoristas de SUVs. A análise aponta que o risco de um utilitário esportivo capotar durante uma colisão ou manobra de emergência é até três vezes maior em comparação com carros de passeio convencionais, como sedãs e hatches.
Essa diferença expressiva está diretamente ligada ao design dos veículos. Apesar da sensação de proteção que o tamanho e a altura de um utilitário esportivo transmiten, são justamente essas características que aumentam a instabilidade em situações críticas. O levantamento considera o histórico real de acidentes para chegar a essa conclusão.
Por que isso acontece?
A principal razão para o maior risco de capotamento em SUVs é o seu centro de gravidade mais elevado. Por serem mais altos e terem maior distância do solo, a dinâmica de seu peso funciona de maneira diferente durante uma curva fechada ou um desvio brusco de trajetória.
Quando um carro mais baixo faz uma curva em alta velocidade, a força tende a empurrá-lo para fora da pista. Em um SUV, essa mesma força tem maior probabilidade de fazer o veículo "tropeçar" em suas próprias rodas, resultando em um tombamento lateral.
A combinação da altura elevada com uma base de rodas que, proporcionalmente, não é tão larga quanto a de outros veículos, cria um desequilíbrio. Em uma manobra súbita, o peso se desloca rapidamente para um dos lados, sobrecarregando a suspensão e os pneus, o que pode iniciar o processo de capotamento.
Embora os modelos mais modernos contem com tecnologias avançadas, como o controle eletrônico de estabilidade (ESC), que ajudam a mitigar essa tendência, a física básica do projeto ainda representa um fator de risco. A percepção de segurança não anula a necessidade de uma condução mais cautelosa, especialmente em curvas e em altas velocidades.
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