Picape

Nova Amarok divide chassi com a Ranger e traz mais tecnologias

Picape fica maior e mais sofisticada, mas ficará restrita aos países do exterior

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Nova Volkswagen Amarok azul dianteira
Caminhonete trocou a plataforma da Volkswagen por uma da Ford Foto: Volkswagen/Divulgação

A Volkswagen revelou nesta quinta-feira (07) a nova geração da Amarok. Completamente reprojetada, a caminhonete passou a compartilhar chassi e estrutura da carroceria com a Ford Ranger, que também passou por atualizações no exterior. A produção, ao menos inicialmente, ocorrerá apenas na África do Sul: não há previsão de lançamento no Brasil ou em outros países latinoamericanos.

Apesar de compartilharem a plataforma, batizada de T6, as novas Amarok e Ranger são bem diferentes do ponto de vista estético. A picape da Volkswagen mantém alguns traços de design característicos da atual geração, como as caixas de rodas retangulares e a dianteira marcada por muitas linhas horizontais. Ali, a novidade é a adoção de um elemento em forma de “X” no para-choque.

Em relação à atual geração, que prossegue no mercado brasileiro, a nova Volkswagen Amarok ficou maior. A distância entre-eixos cresceu 173 mm, chegando a 3,27 m, enquanto o comprimento ganhou 96 mm, totalizando 5,35 metros. A largura, porém, diminuiu 34 mm e agora é de 1,91 m. A capacidade de carga também aumentou e, agora, é de  1.160 kg.

O interior da nova Volkswagen Amarok também é muito diferente em relação à Ford Ranger. No centro do painel, o destaque é a central multimídia em posição vertical, que, nas versões top de linha, tem 12 polegadas. Os instrumentos também estão agrupados em uma tela digital de 12 polegadas. Detalhe ainda incomum em picapes é o freio de estacionamento elétrico no console central.

Há ainda outros luxos, como sistema de áudio de alta fidelidade da marca Harman-Kardon e faróis full-LED. Outro destaque da nova Volkswagen Amarok são os sistemas de auxílio à direção: há nada menos do que 20 deles, incluindo controlador de velocidade adaptativo, que inclui leitor de placas de trânsito.

Mecânica

Nos mercados da África, a Volkswagen oferecerá motores 2.0 de quatro cilindros e 3.0 V6, ambos turbodiesel, com potências entre 150 cv e 250 cv. Tratam-se das mesmas unidades que equipam a geração atual, mas adequados às normas de emissões atuais. Também é esperado um 2.3 turbo a gasolina, de origem Ford, com potência na casa dos 300 cv.

O conjunto mecânico inclui ainda câmbio automático de 10 marchas para as versões com motor V6. Já os propulsores de quatro cilindros serão acoplados a caixas manual ou automática de até seis velocidades. Claro, não falta sistema de tração 4×4, que pode ser permanente ou sob acionamento, dependendo da versão.

Nova Amarok não virá tão cedo ao Brasil

A Volkswagen não lançará a nova Amarok no Brasil, pelo menos no médio prazo. A atual geração deverá passar por uma reestilização em 2024 para segurar as pontas por mais alguns anos. Por sua vez, a nova safra será destinada, além de países da África, a mercados da Oceania e da Europa.

Por outro lado, a nova Ranger já está com o lançamento confirmado no Brasil para 2023. Como as duas caminhonetes compartilham toda a estrutura, nada impede que a fábrica da Ford em General Pacheco, na Argentina, produza também a nova Amarok futuramente. Porém, se isso realmente ocorrer, ainda demorará alguns bons anos.

Já que a nova Amarok não vem, assista ao vídeo com a avaliação da geração atual!