O financiamento de veículos registrou em agosto o melhor resultado para o mês em 15 anos. Foram 683.928 unidades financiadas, volume 10,4% superior ao registrado em agosto de 2025 e o maior para o período desde 2011, quando 729.672 veículos tiveram crédito aprovado. Os dados são da Trillia, linha de negócios da B3.
No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, foram 5,136 milhões de veículos financiados, crescimento de 10% na comparação com o mesmo período do ano passado. Apenas entre os autos leves, foram 478 mil operações em agosto, sendo 350 mil com veículos novos e 127 mil com usados.
As motos também contribuíram para o resultado, com 178 mil financiamentos no mês, alta de 4,9% em relação a agosto de 2025. Foram 133 mil unidades novas e 45 mil usadas. Já os veículos pesados somaram 27 mil operações, crescimento anual de 10,4%.
O Sudeste concentrou a maior parcela dos financiamentos em agosto, com 42% do total. Na sequência aparecem Sul, com 20%, Nordeste, com 19,8%, Centro Oeste, com 10,7%, e Norte, com 7,5%.
Carros novos ficam mais caros
Além do aumento no volume de financiamentos, os preços dos carros novos também subiram em agosto. Segundo a Tabela Auto B3, desenvolvida pela Trillia em parceria com a Bright Consulting, o preço médio de transação dos veículos 0 km aumentou 2,7% em relação a julho, após queda de 1,2% no mês anterior.
Entre os segmentos, as maiores altas foram das picapes derivadas de carros, com avanço de 7,8%, e das picapes compactas, que subiram 2,2%. Sedãs tiveram alta de 2,1%, enquanto SUVs aumentaram 1,2%. No acumulado de 12 meses, porém, o preço médio dos veículos novos ainda registra queda de 1,1%.
Entre os usados, o cenário foi mais estável. O preço médio recuou apenas 0,1% em agosto, depois de queda de 1% em julho. Hatchbacks tiveram alta de 1,1%, enquanto picapes médias subiram 0,3%. Na outra ponta, picapes compactas caíram 1,2% e SUVs recuaram 0,7%.
No acumulado de 12 meses, os veículos usados registram queda média de 3,9% nos preços. Os dados mostram um mercado de novos com recuperação recente dos valores, enquanto os usados permanecem em trajetória de baixa no período mais longo.
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