Os radares de velocidade média começarão a ser testados em rodovias federais. Nesta semana, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que autorizou um projeto-piloto para testar os aparelhos em trechos de diferentes estradas. Por enquanto, os motoristas não serão autuados ou penalizados.
Os testes serão realizados por 180 dias em trechos específicos de diferentes concessões. A ideia é avaliar o novo sistema de fiscalização, que considera a distância percorrida e o tempo gasto pelo veículo entre dois pontos de monitoramento. Com essas informações, é calculada a velocidade média no trecho.
Locais dos testes:
- Espírito Santo: trechos na BR-101/ES.
- Goiás: trechos na BR-414/GO.
- Mato Grosso do Sul: trechos na BR-163/MS.
- Minas Gerais: trechos na BR-050/MG, BR-381/MG, BR-040/MG e BR-116/MG.
- Paraná: trechos nas rodovias PR-444, PR-862, BR-376/PR, BR-163/PR, BR-277/PR e PR-151.
- Rio de Janeiro: trechos na BR-101/RJ (incluindo a Ponte Rio-Niterói) e BR-116/RJ.
- Rio Grande do Sul: trechos na BR-386/RS.
- Santa Catarina: trechos na BR-101/SC.
Nesses locais, a sinalização deverá informar os usuários sobre a realização do experimento. Segundo a ANTT, entre os aspectos que serão analisados, estão a confiabilidade dos dados, o funcionamento dos equipamentos, o comportamento dos usuários e o desempenho operacional.
"A ANTT ressalta que o projeto-piloto tem caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental. Nesta etapa, a velocidade média registrada no trecho não poderá, por si só, gerar autuação ou penalidade", ressalta a agência.
O radar de velocidade média já existe desde 1999, quando foi implementado no Reino Unido, mas só agora que está chegando ao Brasil. Por lá, as câmeras são de cores amarelas e as placas também informam que os motoristas estão entrando em áreas de observação.
Em território brasileiro, os radares de velocidade média devem passar por outros testes antes de entrar em vigor, segundo a ANTT. "Qualquer utilização futura para a finalidade de fiscalização sancionatória dependerá de avaliações técnicas, regulatórias e jurídicas e das autorizações necessárias", concluiu.
• Assista aos vídeos do VRUM no YouTube e no Dailymotion!