A blindagem automotiva no Brasil deve receber novas regras ainda em 2026. Na semana passada, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece que a blindagem de tetos solares em veículos particulares deve ser feita, obrigatoriamente, com uma peça única e fixa.
Desta forma, o teto não poderá ter mecanismo de abertura ou deslizamento. O objetivo é evitar pontos de vulnerabilidade na estrutura do veículo. De maneira geral, o nível de proteção balística do teto deverá ser igual ao das demais partes do automóvel.
Além disso, a proposta proíbe a reautoclavagem, um tipo de reparo estético em vidros blindados que apresentam bolhas ou descolamento. Caso o vidro sofra qualquer avaria ou desgaste, deverá ser substituído integralmente por uma peça nova, com rastreabilidade do material descartado.
"O PL busca eliminar lacunas na segurança e garantir maior uniformidade na aplicação das tecnologias de proteção balística", afirma o deputado General Pazuello (PL-RJ) autor do texto. "Essa medida se impõe por razões de engenharia e segurança física, evitando o colapso estrutural em caso de impacto", acrescenta.
Por fim, a texto autoriza a blindagem parcial, tanto para uso particular quanto oficial. Essa modalidade permite proteger apenas partes da carroceria ou dos vidros e pode ter custo menor. O documento do carro deverá informar quais partes estão protegidas. No interior do automóvel, deverá haver aviso visual sobre as limitações da proteção.
O PL segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e ainda para o Plenário da Câmara. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.
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