As altas temperaturas do verão brasileiro impõem um desafio extra aos veículos em circulação. O calor intenso acelera o desgaste dos pneus e sobrecarrega sistemas essenciais do automóvel, o que pode comprometer diretamente a segurança de motoristas e passageiros, especialmente em um período marcado pelo aumento do fluxo nas estradas.
Por serem o único ponto de contato entre o carro e o solo, os pneus merecem atenção especial, uma vez que o calor excessivo tende a intensificar o desgaste da borracha, reduzindo a eficiência da aderência, da frenagem e da estabilidade. De acordo com a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), temperaturas elevadas contribuem para a perda de desempenho dos pneus, aumentando o risco de falhas como escorregamentos e até estouros, tanto em trajetos longos quanto no uso diário.
Além dos pneus, o calor excessivo também impõe maior esforço a outros sistemas do veículo. O sistema de arrefecimento do motor passa a operar de forma mais intensa, tornando essencial a verificação do nível do líquido e o uso correto de aditivos para evitar o superaquecimento. Fluidos como óleo do motor, fluido de freio e da direção hidráulica precisam estar em boas condições para não perder eficiência e comprometer a segurança.
Para Claudio Santos, CEO da Blumo, empresa especializada em serviços automotivos com foco em manutenção preventiva e segurança veicular, o verão exige atenção redobrada por parte dos motoristas. “No calor, o carro passa a operar no limite com mais frequência. Manter os pneus calibrados conforme as orientações do fabricante, acompanhar o estado da banda de rodagem e realizar a troca no momento correto faz toda a diferença. Também é essencial conferir o sistema de arrefecimento, utilizar o aditivo adequado e manter os fluidos em dia”, afirma.
O início do ano concentra um dos períodos mais críticos para a segurança veicular no país. Com férias, viagens em família e aumento significativo do tráfego nas estradas, o veículo é submetido a condições mais severas de uso justamente quando muitos proprietários adiam revisões por conta dos custos adicionais da época. Nesse contexto, a manutenção preventiva deixa de ser apenas uma recomendação técnica e passa a ser um fator decisivo para reduzir falhas mecânicas, evitar panes em viagem e conter custos mais elevados no médio prazo, além de preservar a segurança dos ocupantes e dos demais na via.
Nesse cenário, a atenção à manutenção preventiva, especialmente ao estado dos pneus, se torna determinante para reduzir riscos nas estradas em um período marcado por tráfego intenso e condições severas de uso.
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