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Hilux elétrica estreia, mas deixa claro que o diesel ainda manda no jogo

Versão 100% elétrica amplia a gama da picape, mas entrega menos autonomia, carga e vocação para o trabalho

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Toyota Hilux BEV
Toyota Hilux BEV Foto: Divulgação/Toyota

A Toyota finalmente colocou a Hilux no universo dos carros elétricos. A nova geração da picape média passa a oferecer, pela primeira vez, uma versão 100% elétrica.

Na prática, a Hilux elétrica surge como um complemento de gama, com foco em uso urbano e aplicações específicas, enquanto o diesel segue como a espinha dorsal do modelo.

Toyota Hilux BEV
Toyota Hilux BEV Foto: Divulgação/Toyota

O conjunto elétrico é formado por dois motores, um em cada eixo, que juntos entregam cerca de 193 cv e aproximadamente 40,8 kgfm de torque, garantindo tração integral permanente,  alimentados por uma bateria de 59,2 kWh.

No ciclo europeu WLTP, a autonomia declarada é de cerca de 240 km, um número que já mostra, de saída, que a proposta não é encarar longas jornadas ou rotinas intensas de trabalho. Em condições urbanas, esse alcance pode até crescer, mas ainda fica distante da versatilidade oferecida pelas versões a diesel.

Toyota Hilux BEV
Toyota Hilux BEV Foto: Divulgação/Toyota

Apesar de manter a clássica construção sobre chassi, a Hilux elétrica abre mão de parte da capacidade que consagrou o nome ao longo das décadas. A carga útil fica na casa dos 700 kg, e o limite de reboque gira em torno de 1,6 tonelada, números consideravelmente mais baixos comparado as versões a diesel, capazes de levar cerca de uma tonelada na caçamba e puxar até 3,5 toneladas. 

No visual, a elétrica segue o desenho da nova geração, com linhas mais limpas e robustas, mas entrega pistas sutis da sua proposta, como a dianteira com grade fechada e detalhes exclusivos. Por dentro, a evolução é mais perceptível, com painel digital, central multimídia maior e um pacote de assistências que coloca a picape em outro patamar tecnológico, mais próximo do que hoje se espera de SUVs modernos.

Toyota Hilux BEV
Toyota Hilux BEV Foto: Divulgação/Toyota

Enquanto isso, a Toyota faz questão de reforçar que o diesel segue firme. O motor 2.8 turbodiesel continua no portfólio e, em alguns mercados, passa a trabalhar com sistema híbrido leve de 48 volts, solução que melhora eficiência e conforto sem sacrificar autonomia, desempenho ou capacidade fora de estrada, exatamente o que o público tradicional da Hilux espera.

Sem confirmação para o Brasil, a Hilux elétrica deve estrear primeiro em mercados mais maduros para a eletrificação. Por aqui, o caminho tende a ser outro: diesel e, no máximo, alguma eletrificação leve no curto prazo.