x
UAI
NOS EUA

Mercedes-Benz Classe GLC terá produção adiada rumo à nova geração

Modelo segue vindo da Europa até a chegada de sua linha renovada

Publicidade
Mercedes-Benz GLC EQ
Mercedes-Benz GLC EQ Foto: Divulgação/Mercedes

A Mercedes-Benz adiou a produção do crossover Classe GLC nos Estados Unidos, conforme noticiou o jornal automotivo "Automotive News". O início da fabricação do veículo estava originalmente programado para o final de 2027, mas a data foi transferida para 2030.

Quando a montagem em território norte-americano começar, ela acontecerá na fábrica da empresa localizada em Vance, no estado do Alabama. O cronograma atualizado coincide com a expectativa de chegada da próxima geração do Classe GLC, cujo modelo atual passou por sua reformulação mais recente em 2023.

Estratégia industrial e custos de fábrica

Mercedes-Benz GLC EQ
Mercedes-Benz GLC EQ Foto: Divulgação/Mercedes

A montadora alemã optou pela mudança no calendário fabril para aguardar a nova geração do veículo utilitário. Modificar a linha de produção antes desse lançamento exigiria novos ajustes técnicos em curto período.

O vice-presidente da consultoria AutoForecast, Sam Fiorani, explicou a situação ao "Automotive News": “investir na fábrica por cerca de metade de um ciclo de vida e depois ter de reequipar para o GLC de próxima geração não faz muito sentido financeiramente”.

Em sua configuração atual, a planta do Alabama abriga as linhas de montagem dos utilitários esportivos Classe GLS e Classe GLE, além de seus equivalentes elétricos.

Tarifas de importação no mercado norte-americano

Mercedes-Benz GLC 300
Traseira do Mercedes-Benz GLC 300 Foto: Divulgação/Mercedes-Benz

A decisão de manter as importações da Alemanha deixa o Classe GLC vulnerável a tributos alfandegários por mais tempo. O crossover representa um dos modelos de maior importância comercial para a marca alemã nos Estados Unidos.

O atraso expõe o veículo a custos elevados associados às tarifas de importação. Anteriormente, a montadora alemã havia se comprometido a investir cerca de 4 bilhões de dólares na unidade fabril do Alabama com o objetivo de nacionalizar a produção de automóveis com alto volume de vendas, sujeitos a tarifas alfandegárias de 15%.

Relatos indicam que a administração Trump avalia reduzir para 10% as tarifas aplicadas a automóveis vindos da Europa. A intenção dessa iniciativa seria incentivar a fabricante Audi a construir uma fábrica própria avaliada em 4 bilhões de dólares no estado da Geórgia.

• Assista aos vídeos do VRUM no YouTube e no Dailymotion!