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Pra entrar na briga!

Chery dá passo para trazer nova picape média ao Brasil

Himla, que pode ter versões diesel e elétrica, teve desenho registrado no país; marca ainda não confirma lançamento

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Inicialmente chamada de KP11, mais tarde recebeu o nome de Himla
Inicialmente chamada de KP11, mais tarde recebeu o nome de Himla Foto: Rutamotor/Dilvulgação

A Chery pode estar preparando uma nova frente de disputa no mercado brasileiro. Depois de avançar no segmento de SUVs, a fabricante chinesa deu um passo que pode indicar a intenção de colocar uma picape média à venda no país. A Himla, apresentada aos brasileiros no Salão do Automóvel de 2025, acaba de ter seu desenho registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O documento não significa que a picape já esteja confirmada para as lojas. Também não há, por enquanto, previsão oficial de lançamento. Mas o registro mostra que a Chery se movimenta em torno de um produto que, se vier ao mercado, terá como adversárias algumas das picapes mais tradicionais do país.

Registro da inédita picape média da Chery no Brasil
Registro da inédita picape média da Chery no Brasil Foto: Divulgação/INPI

A Himla foi mostrada no Salão como uma proposta ainda em avaliação. Naquele momento, não havia confirmação de que o modelo seria comercializado no Brasil. O novo registro muda o estágio da história, ao menos do ponto de vista da propriedade industrial: o desenho da picape passa a estar protegido no território nacional.

Isso não define, porém, qual será o caminho escolhido pela empresa. A própria estrutura do grupo Chery no Brasil torna a questão mais complexa, já que diferentes marcas e operações passaram a ter administrações distintas. O pedido relacionado à Himla foi feito pela Chery Commercial Vehicle, divisão do grupo dedicada aos veículos comerciais.

Projeto foge da receita de uma única motorização

Um dos pontos mais interessantes da Himla é a possibilidade de oferecer diferentes tipos de propulsão. O projeto foi concebido para receber tanto sistemas convencionais quanto elétricos, incluindo uma alternativa a diesel e outra com extensor de autonomia.

Na configuração elétrica, a picape pode ter dois níveis de desempenho. A opção com um motor e tração traseira desenvolve 201 cv e 35,7 kgfm, enquanto a versão com dois motores e tração integral chega a 402 cv e 55 kgfm.

O salto de desempenho é considerável. A configuração mais simples precisa de 8,8 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h. Já a Himla elétrica AWD faz a mesma prova em 5 segundos. O modelo pode utilizar baterias de 66,54 kWh ou 88 kWh, dependendo da versão.

Para quem ainda prefere o diesel, a proposta é um motor 2.3 turbodiesel, com aproximadamente 163 cv e 42,8 kgfm. O conjunto pode ser associado à tração 4x2 ou 4x4 e a câmbios manual de seis marchas ou automático de oito velocidades.

A existência dessas alternativas também coloca a Himla em uma posição diferente daquela ocupada por boa parte das picapes médias atualmente disponíveis no Brasil. Caso a Chery decida trazê-la, terá de definir qual combinação de mecânica, preço e configuração faria mais sentido para o mercado nacional.

Porte conhecido, identidade própria

Chery Himla será global e irá enfrentar Hilux, Ranger e BYD Shark
Chery Himla será global e irá enfrentar Hilux, Ranger e BYD Shark Foto: Divulgação

Embora ainda não exista uma versão brasileira confirmada, a Himla segue a fórmula de uma picape média tradicional. O desenho tem proporções robustas e uma dianteira dominada por uma ampla grade octogonal, com o nome da Chery aplicado em grandes letras.

Os faróis são distribuídos em diferentes níveis da dianteira, enquanto a cabine adota uma solução mais próxima dos SUVs recentes da fabricante. A central multimídia ocupa uma área de destaque no painel e o console central utiliza uma alavanca de câmbio compacta.

Interior da Chery Himla tem acabamento Premium
Interior da Chery Himla tem acabamento Premium Foto: Reprodução/Carexpert.com.au

O modelo, portanto, combina uma carroceria de perfil convencional para o segmento com uma arquitetura que permite diferentes sistemas de propulsão.

O que falta para virar concorrente de Ranger e Hilux

O registro brasileiro resolve apenas uma parte da equação. Para efetivamente entrar no mercado, a Chery ainda teria de confirmar a comercialização, definir versões, motorização, equipamentos e estratégia de preços.

Também não está definido se a Himla seria vendida pela operação da Chery administrada pela CAOA ou qual seria o formato adotado pelo grupo para um eventual lançamento. Atualmente, a operação brasileira é dividida entre diferentes estruturas, com marcas como Omoda & Jaecoo e iCAUR ligadas diretamente à matriz chinesa.

Por enquanto, a Himla continua sendo uma possibilidade. O registro no INPI, porém, deixa uma pista mais concreta de que a picape não foi apenas uma atração apresentada para medir a reação do público no último Salão do Automóvel.

Se o projeto avançar, a Chery terá pela frente um mercado no qual Ranger, Hilux, Chevrolet S10, Mitsubishi Triton e outras picapes médias já disputam consumidores. E terá ainda que decidir se a aposta será feita no conhecido diesel, na eletrificação ou justamente na possibilidade de oferecer diferentes alternativas para o mesmo modelo.

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