O etanol foi o combustível que mais caiu de preço nos postos brasileiros em agosto. Segundo o Monitor de Preços de Combustíveis, elaborado pela Veloe com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o litro do biocombustível recuou 2,7% no mês e fechou a R$ 4,050. Dos seis produtos acompanhados pelo levantamento, cinco registraram queda.
Além do etanol, o diesel comum caiu 1,1%, enquanto a gasolina comum recuou 0,5%, a gasolina aditivada teve redução de 0,4% e o diesel S-10, de 0,4%. A exceção foi o GNV, que subiu 1,3% e terminou agosto com preço médio de R$ 4,900 por metro cúbico.
Etanol ganha vantagem sobre a gasolina
A queda do etanol ampliou ainda mais sua vantagem para os motoristas de carros flex. Em agosto, o litro do biocombustível correspondeu a 65,6% do preço médio da gasolina comum no país, renovando pelo segundo mês consecutivo o menor nível da série histórica iniciada em 2017. Nas capitais, a relação ficou em 66,2%.
Considerando a referência de 70%, normalmente utilizada para avaliar a vantagem econômica do etanol, o biocombustível foi mais vantajoso em nove estados. Mato Grosso apresentou a menor relação, de 55,6%, seguido por São Paulo, com 58,1%, Mato Grosso do Sul, com 61,8%, Goiás, com 61,9%, e Paraná, com 63,1%.
O preço do etanol, porém, ainda apresenta diferenças importantes entre as regiões. Norte e Nordeste registraram as maiores médias, de R$ 5,082 e R$ 4,927 por litro, respectivamente. Já o Sudeste teve a maior queda mensal, de 3,3%, e encerrou agosto com média de R$ 3,892.
Onde o etanol está mais barato
São Paulo liderou entre os estados com menor preço médio, com R$ 3,735 por litro. Na sequência aparecem Mato Grosso, com R$ 3,772, Mato Grosso do Sul, com R$ 4,078, Minas Gerais, com R$ 4,099, e Paraná, com R$ 4,111.
Gasolina ainda acumula alta em 2026
Apesar da queda registrada em agosto, a gasolina continua bem mais cara que o etanol. O litro da gasolina comum terminou o mês com preço médio nacional de R$ 6,654. No acumulado de 2026, a alta chega a 6%, enquanto a gasolina aditivada acumula avanço de 5,6%.
Regionalmente, o Sul apresentou a menor média para a gasolina comum, de R$ 6,467 por litro, seguido pelo Sudeste, com R$ 6,487. No outro extremo, o Norte registrou média de R$ 7,130, enquanto o Nordeste ficou em R$ 6,960.
Entre os estados, o menor preço médio foi registrado no Rio Grande do Sul, a R$ 6,336 por litro. Minas Gerais aparece em seguida, com R$ 6,391, depois São Paulo, com R$ 6,470, Santa Catarina, com R$ 6,477, e Paraíba, com R$ 6,592. Roraima teve o maior valor, de R$ 7,830 por litro.
Diesel recua em agosto, mas segue pressionado
O diesel S-10 terminou agosto a R$ 6,949 por litro, queda de 0,4% na comparação com julho. Mesmo assim, o combustível acumula alta de 12,4% desde o fim de 2025, a maior entre os produtos monitorados.
O diesel comum teve recuo mais expressivo, de 1,1%, para R$ 6,752 por litro. No acumulado do ano, entretanto, registra alta de 10,3%. Em 12 meses, o avanço chega a 10,2%.
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