A pressão das metas ambientais da Europa começa a pesar cada vez mais no caixa da Volkswagen. O grupo alemão admite que poderá desembolsar até € 1,5 bilhão, cerca de R$ 8,6 bilhões na cotação atual, por não atingir os limites de emissões de CO2 exigidos pela União Europeia nos próximos anos.
O problema está diretamente ligado ao desempenho comercial dos carros elétricos. As regras europeias determinam uma média máxima de emissões para toda a frota vendida pelas montadoras, o que obriga fabricantes tradicionais a ampliar a participação de modelos elétricos nas vendas.
No caso da Volkswagen, a desaceleração da procura por veículos movidos a bateria complicou o cenário. Com consumidores ainda preferindo carros a combustão, a média de emissões do grupo aumentou além do esperado.
A situação criou um impasse financeiro dentro da companhia. Para reduzir as emissões, a marca precisaria vender mais elétricos, possivelmente com descontos maiores, sacrificando a margem de lucro. Por outro lado, manter o ritmo atual pode resultar em multas bilionárias.
O diretor financeiro do grupo, Arno Antlitz, reconheceu que a empresa já considera o pagamento das penalidades como um risco concreto. Segundo ele, o impacto pode chegar perto de € 1,5 bilhão ao longo de três anos.
A Volkswagen trabalha para aumentar a competitividade de sua linha elétrica com novos modelos de entrada e SUVs mais rentáveis, mas ainda admite que os elétricos não geram o mesmo retorno financeiro dos veículos tradicionais.
Enquanto isso, a União Europeia deve apertar ainda mais as exigências ambientais nos próximos anos, acelerando a corrida das fabricantes por híbridos e elétricos no continente.
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