A escolha do motor de um carro vai muito além da potência e do consumo de combustível. Na hora de vender o veículo, a motorização pode ser um fator decisivo para uma negociação mais rápida e com menor perda de dinheiro. O mercado de seminovos e usados tem suas preferências, e entender essa dinâmica ajuda a fazer uma compra mais inteligente.
Atualmente, os motores 1.0, especialmente os turboalimentados, são os mais procurados. Eles equipam os carros mais vendidos do país e unem bom desempenho a um baixo consumo de combustível. Essa combinação os torna extremamente atraentes no mercado de usados, consolidando-os como o novo padrão da indústria nacional.
Um carro com motor 1.0 turbo tende a desvalorizar menos porque existe uma alta demanda por ele. O comprador de seminovos busca exatamente essa equação: um carro econômico para o dia a dia, com manutenção acessível e performance suficiente para estradas. Modelos como Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Volkswagen Polo com essa motorização têm alta liquidez. No entanto, é importante lembrar que a desvalorização também depende muito do modelo específico, da marca e do histórico de manutenção do veículo.
O motor 1.6 ainda tem vez?
O motor 1.6 aspirado, que por muito tempo foi considerado o ponto de equilíbrio ideal, hoje vive um cenário diferente. Com a popularização dos 1.0 turbo, que entregam potência similar com mais eficiência, os propulsores 1.6 perderam espaço nos lançamentos e, consequentemente, parte de seu apelo no mercado de usados.
Isso não significa que sejam uma má opção. Em muitos modelos, são conhecidos pela robustez e confiabilidade mecânica. No entanto, sua desvalorização tende a ser um pouco maior que a de um 1.0 turbo moderno. A procura por eles é mais específica, geralmente por motoristas que preferem a resposta de um motor aspirado ou buscam modelos mais antigos onde essa era a principal opção.
Motor 2.0: para quem busca desempenho
Os motores 2.0, geralmente encontrados em sedãs médios, SUVs e picapes, focam em quem não abre mão de desempenho. A potência extra tem um custo: maior consumo de combustível e, na maioria dos casos, uma desvalorização mais acentuada. O público para esses veículos no mercado de usados é mais restrito.
A exceção fica por conta de modelos específicos em que o motor 2.0 é um grande atrativo, como em alguns SUVs e picapes. Nesses casos, a reputação do conjunto mecânico e a proposta do veículo podem segurar a desvalorização. Mesmo assim, de forma geral, um motor maior representa um custo de manutenção e uso mais elevado, o que afasta parte dos compradores e impacta negativamente o valor de revenda.
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