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Maior erro?

O maior erro ao comprar carro usado é ignorar isto; veja a lista completa

Não verificar o histórico de leilão ou o estado dos pneus pode transformar seu sonho em pesadelo; conheça os 6 erros mais comuns e como se proteger deles

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Volkswagen Gol é um dos destaques do leilão
Volkswagen Gol é um dos destaques do leilão Foto: Reprodução/Filgado Leilões

Comprar um carro usado pode ser a solução para fugir dos preços elevados dos veículos zero-quilômetro, mas a falta de atenção a detalhes cruciais transforma a oportunidade em um grande prejuízo. Erros aparentemente pequenos, como não checar a procedência do veículo ou o estado dos pneus, são as principais armadilhas que os compradores enfrentam atualmente no mercado brasileiro.

Ignorar esses pontos não apenas gera custos inesperados com manutenção, mas também pode colocar a segurança do motorista e dos passageiros em risco. Conhecer os erros mais comuns é o primeiro passo para garantir uma negociação tranquila e evitar que o sonho do carro novo se torne um pesadelo financeiro e burocrático.

Os 6 erros que transformam o sonho em pesadelo

1. Ignorar o histórico de leilão
Este é o erro mais grave e caro. Um carro com passagem por leilão, especialmente por sinistro (acidente), pode ter danos estruturais permanentes e escondidos. A desvalorização de um veículo com esse histórico pode variar entre 20% e 30% em relação ao valor de mercado, além de ser recusado pela maioria das seguradoras. A verificação pode ser feita com consultas de histórico veicular usando a placa ou o chassi.

2. Não inspecionar os pneus
Pneus em mau estado são mais do que um custo de troca. Eles podem indicar problemas de alinhamento, balanceamento ou suspensão. Verifique a data de fabricação (código DOT na lateral) e o indicador de desgaste (TWI). Pneus com mais de cinco anos podem perder eficiência e devem ser avaliados por um profissional, mesmo que pareçam novos.

3. Dispensar a vistoria cautelar
Pagar por uma vistoria cautelar é um investimento, não um gasto. Esse serviço realizado por empresas especializadas faz um raio-x completo do carro, analisando a estrutura, a originalidade de chassi e motor, a pintura e o histórico de acidentes. O laudo emitido protege o comprador de fraudes e problemas ocultos.

4. Fazer um test drive curto e superficial
Dirigir o carro por apenas um quarteirão não revela nada. É fundamental fazer um percurso variado, incluindo subidas, ruas com pavimento irregular e, se possível, um trecho de via rápida. Fique atento a ruídos estranhos no motor, na suspensão, engates do câmbio e eficiência dos freios.

5. Focar apenas na quilometragem
Um carro com baixa quilometragem que ficou muito tempo parado ou rodou apenas em trajetos curtos pode ter mais problemas que um modelo mais rodado com manutenções em dia. O mais importante é o histórico de revisões. Peça o manual do proprietário com os carimbos da concessionária ou notas fiscais de serviços.

6. Negligenciar a documentação
Verifique se não há multas, débitos de IPVA ou licenciamento pendentes. Consulte o Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) nos portais do Detran para checar se existe alguma restrição administrativa ou judicial que impeça a transferência. Esse passo simples evita grandes dores de cabeça legais no futuro.