A dúvida na hora de comprar um carro novo aumentou: vale mais a pena investir em um elétrico de entrada ou seguir no tradicional SUV a combustão? Para responder, colocamos na ponta do lápis os custos para manter por três anos um BYD Dolphin Mini, o elétrico mais falado do momento, e um Fiat Pulse Audace, um dos SUVs compactos mais vendidos do país.
A análise considera não apenas o preço de compra, mas todas as despesas que pesam no bolso do proprietário ao longo de 36 meses. O resultado pode te surpreender e ajudar a tomar a melhor decisão para a sua garagem e sua carteira.
Preço de compra
De cara, o carro elétrico larga na frente. O BYD Dolphin Mini tem preço sugerido de R$ 115.800, enquanto o Fiat Pulse na versão Audace T200 custa R$ 121.990. Uma diferença inicial de mais de R$ 6 mil a favor do modelo chinês.
IPVA, seguro e revisões
Aqui a vantagem do elétrico se amplia. Em diversos estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, carros elétricos têm isenção ou um grande desconto no IPVA. Para o Pulse, o custo do imposto em três anos, considerando uma alíquota de 4%, seria de aproximadamente R$ 14.600.
No seguro, o cenário se inverte, já que a apólice de um elétrico ainda costuma ser mais cara. É importante ressaltar que os valores variam drasticamente conforme o perfil do condutor e a região. Com base em uma cotação para um perfil médio em São Paulo, o custo anual para o Dolphin Mini fica em torno de R$ 4.000, contra R$ 2.500 do Pulse. Em três anos, são aproximadamente R$ 12.000 para o elétrico e R$ 7.500 para o SUV.
Já as revisões programadas, que antes eram um grande diferencial, agora mostram um equilíbrio maior. O custo total das três primeiras manutenções do BYD soma cerca de R$ 2.240. No Fiat Pulse, esse valor fica em torno de R$ 2.100 no mesmo período.
Custo para rodar
É no gasto com "combustível" que a economia do carro elétrico se torna imbatível. Para rodar 45.000 km (média de 15.000 km por ano), o dono de um Fiat Pulse gastaria cerca de R$ 21.750 em gasolina, considerando um consumo médio de 12 km/l e um preço aproximado do litro a R$ 5,80.
No mesmo cenário, o custo para recarregar o BYD Dolphin Mini em casa seria de apenas R$ 4.860. O cálculo considera uma tarifa de energia média de R$ 0,80 por kWh, valor que pode variar conforme a região e a bandeira tarifária. A economia em três anos ultrapassa os R$ 16.800.
A conta final em 3 anos
Somando todos os custos (compra, impostos, seguro, revisões e abastecimento/energia), o gasto total com o Fiat Pulse Audace em três anos chega a R$ 167.940. Já o BYD Dolphin Mini, mesmo com o seguro mais caro, representa um desembolso total de R$ 134.900 no mesmo período.
A diferença final é de R$ 33.040 a favor do carro elétrico. O valor representa uma economia de pouco mais de R$ 900 por mês, mostrando que, para quem busca reduzir custos a médio prazo, a aposta na eletrificação já faz sentido financeiro no Brasil.
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