A Tata Motors está chamando atenção no mercado indiano ao anunciar o Tata Punch EV com preço inicial equivalente a cerca de 7.150 dólares. Em conversão direta e aproximada para o real, isso representa algo em torno de 40 mil reais. O detalhe é que esse valor não inclui a bateria.
A marca adotou o sistema Battery as a Service onde, na prática, o consumidor compra o carro e aluga a bateria separadamente, pagando pelo uso conforme a quilometragem rodada. A cobrança é de aproximadamente 0,029 dólar por milha, o que corresponde a algo próximo de 0,16 real por quilômetro em conversão simples. Isso significa que o custo mensal varia de acordo com o quanto o veículo roda.
Para quem prefere sair da concessionária com tudo incluso, o Punch EV custa entre 10.700 e 13.900 dólares, algo em torno de 58 mil a 75 mil reais. Ainda assim, os valores continuam agressivos para um elétrico urbano.
Além do modelo comercial diferenciado, a linha 2026 traz avanços técnicos. O compacto passa a oferecer baterias de 30 kWh e 40 kWh, ambas maiores que as anteriores, com autonomia declarada de até 355 quilômetros. A recarga rápida suporta até 65 kW em corrente contínua, permitindo ir de 20% a 80% em cerca de 26 minutos. Na versão mais potente, o motor entrega 127 cv e acelera de 0 a 100 km/h em 9 segundos.
A Tata aposta em reduzir a barreira de entrada para o carro elétrico com preço inicial chamativo e custo da bateria diluído no uso. A proposta parece democratizar o acesso à eletrificação, mas transfere parte do investimento para o longo prazo. No fim das contas, o Punch EV pode ser um dos elétricos mais baratos do mundo na vitrine, mas a pergunta que fica é se ele continua tão barato quando a bateria entra na conta.
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