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Você é um bom ou um mau motorista?

Existem condutores que colocam em risco as próprias vidas e as de outras pessoas; e há também aqueles que danificam o carro

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No dia do motorista não faltaram dicas de comportamento: “como é um bom motorista, o que fazer para ser um bom motorista, como tirar habilitação, etc.” Mas, aqui no VRUM, nós dividimos os maus motoristas em duas categorias, e vamos dar cinco exemplos de condutores que prejudicam a segurança, colocando em risco a própria vida e a dos outros; e também do mau motorista que danifica o automóvel.

Mau motorista traz riscos à segurança…

Vamos começar com aquele mau motorista que coloca risco a própria segurança e a dos outros. Primeiro: os engenheiros das fábricas investem milhões de dólares para que o cinto de segurança fique justo ao corpo. Isso, para que, no caso de um impacto, o corpo não tenha aquele movimento até encontrar o cinto, o que pode provocar uma lesão. Aí, o pessoal vende na esquina um clipe que solta o cinto; ou seja, põe a perder todos os milhões de dólares investidos pelos engenheiros.

Motorista em carro branco conversa no aparelho de telefone celular
Utilizar o celular ao volante é prática ilegal e perigosa

Segundo: celular. Falar ao aparelho, lá na Inglaterra, hoje, dá multa equivalente a R$ 6.500 – aqui, no Brasil, a multa é bem menor. Mas o caso é que, mesmo se o motorista não estiver segurando o aparelho, utilizando o esquema hands-free ou então a tela do multimídia, ele não se concentra no trânsito, pois está disperso com o aparelho.

Terceiro: há aquele motorista que acha que, na estrada, só deve andar na faixa da esquerda, porque ele já está numa velocidade razoável ou máxima. Mas ele por acaso é polícia? Deve-se sempre andar na faixa da direita: a da esquerda é para ultrapassar os outros automóveis.

Mas tem pior ainda: aquele que, em uma noite enluarada, liga o farol traseiro de neblina, aquele bem forte, e ofusca os motoristas que vêm atrás. Farol traseiro de neblina só se acende quando o dia está chuvoso, ou durante uma tempestade, ou então quando há neblina: por isso, farol de neblina!

Finalmente, em quinto lugar, é também um mau motorista aquele que anda com farol alto na estrada, ofuscando todos os que vem sentido contrário. E mais: ofusca também, pelo retrovisor, os que estão dirigindo à frente.

E ainda danifica o próprio carro

Mas, como é o mau motorista que danifica o próprio automóvel? Lá vão mais cinco exemplos! Primeiro: pé onde não devia e mão onde não devia. Como assim? É o pé apoiado na embreagem! Ele diz: “mas eu não aperto, só encosto devagarzinho”. Mas quando o carro passa por uma ondulação, ele acaba apertando mais um pouquinho a embreagem. E há também a mão na alavanca de mudanças: também não faça isso, pois você prejudica a caixa de marchas.

Condutor dirige veiculo com o pé apoiado no pedal de embreagem
Apoiar o pé no pedal da embreagem causa desgaste desnecessário

Segundo: o motorista que chega no posto e fala: “encha o tanque até a boca.” Ele, com isso, está prejudicando o cânister, aquele dispositivo que elimina a nocividade dos gases que saem do bocal.

Tem o terceiro: aquele que, antes de desligar o carro, acelera. Aí, vira a chave e, então, vêm os gases da combustão, todos prejudicando o óleo do cárter. Ele também costuma, de manhã, acelerar assim que liga o veículo, justamente quando quase não há óleo lubrificante nas partes altas do motor. Consequentemente, essa acelerada provoca um enorme desgaste das peças móveis.

Mas tem também um outro exemplo de mau motorista, que é o bom geral: ele pára na subida sem pisar no freio, porque tem uma ótima sincronização motora. Ele vai controlando só a embreagem e o acelerador, e o carro não move sequer um centímetro. Mas, coitada da embreagem, que nas mãos, ou melhor, nos pés desse motorista!

E, finalmente, ainda tem aquele motorista que não se lembra de calibrar o pneu e roda com esses componentes meio murchos. Outros até rodam de propósito com pneu murcho, dizendo: “olha, se você baixar a pressão recomendada em quatro ou cinco libras, pode saber que o carro vai andar mais macio, pois absorverá melhor as regularidades do piso.”

Isso realmente é verdade, só que há outros problemas: rodando com pressão quatro ou cinco libras abaixo da prescrita, como alguns idiotas recomendam, você vai aumentar o desgaste do próprio pneu; o carro vai perder estabilidade; e, devido ao aumento do atrito do pneu contra o asfalto, o consumo de combustível também vai aumentar.

Pronto: o mau motorista conseguiu várias proezas com somente uma indicação errada de algum vizinho, ou de alguém da internet, ou de qualquer outro “entendido” de automóvel por aí.