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Toyota Corolla: 10 motivos para você ter um usado na garagem

Sedã médio da marca japonesa é um queridinho do mercado e sempre uma boa opção de compra no mercado de usados

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Toyota Corolla 2016 verde 11ª geração quatro portas de frente
Modelo 2016 do Toyota Corolla tem boa valorização no mercado de usados e não costuma demorar para ser vendido Toyota/Divulgação

Você dificilmente vai encontrar alguém que reclame do Toyota Corolla. Seja seu tio, que já está no terceiro sedã da Toyota e que já prepara a compra do próximo, seja o taxista arrependido, que já teve um e agora se lamenta todos os dias a bordo de um carro de outra marca.

Essa paixão indestrutível pelo Corolla atravessa décadas e se reflete em todas as gerações do sedã médio. Inclusive no mercado de usados, no qual o modelo da marca japonesa repete o sucesso e costuma não marcar muito tempo nas lojas independentes ou concessionárias.

Qualidades não faltam ao bom e velho Corollão, mesmo em sua geração passada, a 11ª, produzida em Indaiatuba (SP), de 2014 a 2019. Conforto no rodar, boa mecânica, dirigibilidade apurada e custo de manutenção abaixo do que a maioria dos rivais, fazem do sedã sempre uma boa opção de compra.

Porém, não espere achar um Corolla barato, mesmo na linha 2016. Nos principais sites de compra e venda, os preços variam entre R$ 75 mil e R$ 95 mil, incluindo as quatro versões de acabamento desta fase do sedã e suas duas opções de motores.

Porém, tem-se um carro mais equipado que boa parte dos compactos zero quilômetro vendidos hoje por esses valores, e mais espaçoso e confortável. Separamos 10 fatos sobre o Toyota Corolla para você considerar:

Toyota Corolla 2016 cinza 11ª geração quatro portas traseira
O sedã médio sempre teve design discreto nas gerações anteriores, com estilo mais sóbrio

1 – Desempenho dos motores do Toyota Corolla

O Corolla 2016 foi vendido em quatro versões de acabamento com duas motorizações. As básicas iam de 1.8 16V de 144cv com etanol no tanque, e 139cv apenas com gasolina, com torque máximo de respectivos 18,4kgfm (e)/17,7kgfm (g). Já as variantes mais caras usavam o 2.0 16V com 154cv (e)/143cv (g) e 20,3kgfm (e)/19,4kgfm (g).

As duas opções seguem aquele padrão Toyota de performance. Entregam rodar confortável com disposição suficiente para motoristas tradicionais, sem qualquer lampejo de esportividade. Na época, a marca japonesa dizia que o Corolla 2.0 cumpria o 0 a 100km/h em 9,6 segundos.

Nesta pegada, aproveitamos para alertar que a função sport da transmissão CVT (que destacaremos a seguir) é totalmente dispensável. O modo de condução só eleva a faixa de giros e a caixa berra demais, segurando as rotações. Não faz o carro andar mais rápido.

Os dois motores são bem evoluídos e têm variação de fase nos comandos de válvulas. Uma boa é que, nesta geração do Corolla, os conjuntos mecânicos passaram a ter sistema de partida a frio que dispensa o tanquinho extra. Oxalá!

2 – Transmissão automática do sedã médio

O grande protagonista das virtudes que um cliente de Corolla busca, nesta fase do sedã, está no câmbio continuamente variável. Chamado pela Toyota de Multidrive, trata-se de um dos melhores acertos de câmbio CVT de que se tem notícia. Na verdade, ele nem parece ser um CVT, devido ao seu comportamento mais ágil.

Com sete marchas simuladas, o CVT deste Corolla de 11ª geração casa muito bem, tanto com o motor 1.8, como com o propulsor 2.0. Só fique atento que essa mesma elogiada transmissão apresenta alguns problemas que trataremos a seguir.

Toyota Corolla 2016 verde 11ª geração quatro portas interior painel
O acabamento interno do Toyota Corolla não está entre seus destaques, mas também não é de qualidade ruim

3 – Consumo de causar inveja à concorrência

A eficiência japonesa se reflete no Corolla. Pelos testes do Inmetro à época, o modelo da Toyota entregava um dos melhores consumos no segmento de médios. Com gasolina, foi Nota A na sua categoria.

Toyota Corolla 1.8

  • Consumo etanol cidade: 7,8km/l
  • Consumo etanol estrada: 9,2km/l
  • Consumo gasolina cidade: 11,4km/l
  • Consumo gasolina estrada: 13,2km/l

Toyota Corolla 2.0

  • Consumo etanol cidade: 7,2km/l
  • Consumo etanol estrada: 8,7km/l
  • Consumo gasolina cidade: 10,6km/l
  • Consumo gasolina estrada: 12,6km/l

4 – Um sedã que se destaca pelo conforto

Como dito, a proposta do Corolla sempre foi ser um sedã confortável e equilibrado. E isso o Toyota Corolla entrega como poucos. A carroceria tem boa rigidez, sem comprometer a suavidade no rodar, e o acerto da suspensão (McPherson na frente e eixo de torção atrás) confere uma boa absorção de buracos e de outras irregularidades da pista.

O isolamento acústico também chama a atenção na linha 2016 do Corolla. Mesmo a 110km/h na estrada e com o conta-giros bem acima das 2.000rpm, os ocupantes da cabine são poupados de ruídos excessivos de motor, pneus e vento.

5 – Cadê o ESC, dona Toyota?

Pois é, acredite: o Toyota Corolla só foi ganhar controles eletrônicos de estabilidade e de tração a partir da linha 2018, mesmo com seus principais concorrentes já oferecendo o item de série há bastante tempo.

Outros pecados em termos de equipamentos no Toyota Corolla: o ar-condicionado só era automático nas versões 2.0, e nada de função bizona ou saídas para os bancos traseiros. E sequer oferecia itens simples esperados em um sedã médio, como luzes de leitura para o banco traseiro, sensor de chuva e espelho no para-sol do carona – item que até compacto de entrada tinha na época, só estava disponível na versão topo de linha Altis.

6 – Acabamento não chega a ser destaque no Toyota Corolla

Apesar de não chegar a ser um ponto negativo, está longe de ser um grande destaque na linha Corolla. Especialmente pelo excesso de plástico, pelo padrão de design bastante datado e pela aparência de simplicidade das cabines de um sedã que nunca foi um carro barato.

Pelo menos, as versões mais completas do Corolla têm bancos revestidos em couro. E ainda com opções de cores, bege ou cinza, e acabamento bicolor no habitáculo.

Toyota Corolla 2016 11ª geração quatro portas interior banco traseiro rebatido
O banco traseiro do sedã médio pode ser rebatido para ampliar o volume de carga do porta-malas

7 – Quais são as versões mais legais do sedã médio

Nossa predileção é pelas configurações mais completas e com motor mais potente – consequentemente, mais caras também no mercado de seminovos. Especialmente a XEi, que tem bom custo/benefício.

O Corolla XEi 2016 é equipado com cinco airbags, ar-condicionado automático, bancos revestidos em couro, sensor de luminosidade, ajustes de altura e de profundidade do volante, chave tipo canivete, rodas de liga leve aro 16”, faróis de neblina, retrovisor eletrocrômico, entre outros.

O sistema multimídia é meio “café com leite”. Reúne GPS nativo, DVD player, câmera de ré, TV digital e entrada USB em uma tela de 6,1” sensível ao toque. Porém, é de difícil operação e visualização.

Outra pedida é a topo de linha Altis. Ela leva a mais que a XEi os airbags do tipo cortina, banco do motorista com regulagens elétricas, velocímetro digital nos instrumentos, couro bege, faróis com LEDs, chave presencial e retrovisores rebatíveis eletricamente.

8 – Pouca manutenção e preço baixo

O sedã carrega a eterna reputação de carro que não dá problema. Porém, é preciso ver se o Corolla usado que você está de olho fez todas as revisões em prazos corretos (a cada 10 mil quilômetros). O bom é que dono de Toyota costuma ser muito zeloso nesta parte.

Além do mais, a manutenção do Corolla carrega preços de peças e serviços razoáveis – mesmo nas concessionárias após a garantia. Os componentes são fáceis de achar em lojas de autopeças e e-commerce.

Confira os preços de peças para o Corolla 2016 coletados junto à montadora:

  • Troca de óleo com filtro: R$ 387,70
  • Pastilhas de freio dianteiras: R$ 708,00
  • Jogo dos amortecedores traseiros: R$ 938,40
  • Filtro de ar-condicionado: R$ 82,00
  • Filtro de ar (elemento): R$ 97,82
  • Kit de velas de ignição: R$ 725,20 (4 velas)
Toyota Corolla 2016 11ª geração quatro portas interior banco traseiro
O banco traseiro do Corolla oferece conforto para dois passageiros, com bom espaço para as pernas

9 – Principais problemas do Toyota Corolla

Ter um Toyota Corolla não significa ganhar as portas do paraíso. O sedã também padeceu de alguns problemas crônicos em sua geração anterior. Um comum diz respeito justamente ao câmbio CVT que elogiamos há pouco.

No site do Reclame Aqui e em fóruns com donos do sedã, são várias as queixas de trancos e ruídos na transmissão Multidrive. Os problemas relatados envolvem troca dos rolamentos do câmbio e até quebra do conjunto. Portanto, fique de olho na caixa automática.

Em relação ao acabamento, fique de olho também em peças quebradas no acabamento de plástico da cabine, em especial a tampa do porta-luvas, por exemplo. Infiltrações nas lentes dos faróis principais também são comuns no Corolla 2016.

O Boris lembra você de mais um problema do Toyota Corolla. Confira o vídeo!

10 – Liquidez e desvalorização

Como dito – e como sempre –, o Corolla é fácil de revender – claro, em boas condições de conservação e uso. Em geral, o sedã usado desta geração não fica mais do que 20 ou 30 dias para ser vendido, segundo donos de agências de automóveis. E a desvalorização é baixa. Para se ter ideia, naquele ano de 2016, o Corolla foi um dos carros que menos depreciaram, com média de 7%.