SEDÃ COBIÇADO

Honda Civic 2017: 10 fatos importantes antes de levar pra casa

Sedã médio deixou de ser fabricado no país, porém, é um modelo muito procurado entre os seminovos e sempre boa opção de compra

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Honda Civic Touring 1.5 turbo 2017 frente cinza escuro sedã médio
A 10ª geração do Honda Civic foi lançada no fim de 2016 como modelo 2017, e trouxe linhas mais arrojadas Edésio Ferreira/EM/D.A Press

O fim do Honda Civic deixou muita gente triste. Tipo a despedida daquele ídolo do futebol. Mas o mercado de seminovos está aí para salvar. E a própria história do sedã médio da marca japonesa também. O modelo deixou um legado de boas opções e versões interessantes.

Escolhemos o Honda Civic Touring ano 2017. Trata-se do segundo ano da décima e última geração produzida no Brasil, que honrou toda a trajetória do carro no país. Reunimos os 10 fatos sobre o automóvel que vai deixar saudades.

Você acha que o novo Honda City será um bom substituto do Civic? Confira o vídeo

1 – Design arrojado marca o último Honda Civic produzido no Brasil

A Honda teve particularidades com as últimas gerações do Civic. Ousa numa e encareta na seguinte. Foi assim com o New Civic de 2006, bastante ousado para os padrões do segmento, e com esse Honda Civic 10, lançado em 2016, depois de um sedã de nona geração com linhas bem mais tradicionais apresentado em 2012.

O último Honda Civic brasileiro adotou um estilo fastback, com caimento inclinado da coluna traseira, lanternas tipo bumerangue e traços angulosos na frente. No conjunto, um desenho bastante futurista e arrojado, principalmente para os padrões mais conservadores do segmento de médios.

Honda Civic Touring 1.5 turbo 2017 lateral cinza escuro sedã médio
O sedã médio ganhou linhas mais aerodinâmicas, com carroceria no estilo cupê e traseira curta

2 – Desempenho proporcionado pelo motor turbo

A variante Touring do Honda Civic é a única com motor 1.5 16V turbo. Com injeção direta de combustível, comando variável na admissão e escape, o conjunto só bebe gasolina e entrega 173cv de potência a 5.500rpm e 22,4kgfm de torque máximo disponíveis a 1.700rpm.

O câmbio é o automático do tipo CVT, com sete marchas simuladas, que consegue entregar o meio-termo entre conforto e performance. Além disso, o modelo oferece opções Eco e Sport – que estica mais as marchas simuladas. De acordo com testes e dados da época, o Honda Civic acelera até 100km/h em menos de 9 segundos.

3 – Consumo: ponto para o Honda Civic Touring

Na Tabela do Inmetro de 2017 do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), o Honda Civic Touring obteve classificação B na categoria e A na classificação geral, além de selo de eficiência energética. Segundo os padrões de medição, o sedã faz 11,8 km/l na cidade e 14,4 km/l, na estrada.

4 – Conforto e bom espaço para passageiros e bagagens

O conforto sempre foi marca registrada do Civic e fator de compra do sedã. Esta fase do modelo não decepciona. Motorista tem posição justa de dirigir, porém, com ótimo espaço para pernas, ombros e joelhos.

Atrás também há bom vão para pernas para até três adultos de estatura média. A suspensão traseira multibraço independente confere equilíbrio no rodar e filtra bem ondulações, buracos e quebra-molas. Já o porta-malas de 519 litros comporta duas malas grandes e ainda sobra espaço.

5 – Dinâmica sem muita empolgação

O Honda Civic nunca foi um carro que empolgou em termos de acerto dinâmico. O modelo oferece boa estabilidade, mas tem uma pegada quase neutra em curvas e altas velocidades. A direção com assistência elétrica é precisa, porém, tem acerto mais suave. Em resumo, o conjunto não compromete, mas também é só.

Honda Civic Touring 1.5 turbo 2017 banco traseiro cinza escuro sedã médio
O espaço interno é um dos pontos fortes do sedã médio, que tem banco traseiro com ampla área para as pernas

6 – Boa lista de equipamentos na versão de topo

Versão topo de linha, o Honda Civic Touring era o modelo mais completo da gama. Na parte de segurança, são seis airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração, assistente à partida em rampas, câmera de ré, sensor de estacionamento dianteiro e retrovisor eletrocrômico.

No que diz respeito a conforto, ar-condicionado automático de duas zonas, bancos revestidos em couro, aletas para troca de marchas sequenciais no volante, retrovisores rebatíveis eletricamente, Auto Hold, chave presencial, freio de estacionamento eletrônico, bancos dianteiros com ajustes elétricos, sensores de luminosidade e de chuva, entre outros.

7 – Lane Watch é um diferencial do Honda Civic Touring

Um dos itens de série diferentes e legais do Honda Civic é o sistema de detecção de ponto cego. Ele não fica restrito a alertas luminosos caso um carro esteja fora do campo de visão do motorista. O Lane Watch tem uma câmera no retrovisor externo direito, cujas imagens são exibidas na tela da central multimídia toda vez que o motorista aciona a seta para a direita.

8 – Já a central multimídia deixa a desejar

O sistema de entretenimento do Honda Civic Touring deixa a desejar, ainda mais para a categoria a qual o carro pretendia ocupar. O display de cinco polegadas tem visualização ruim, a operação é confusa, o sistema tem respostas lentas e poucos recursos. Pelo menos espelha celular e tem entradas USB e HDMI, além de GPS nativo.

9 – Manutenção do Honda Civic

Ao contrário do Corolla, o Honda Civic nunca teve um plano de revisões dos mais baratos. A cesta de peças também tem valores apenas regulares.

Revisões preço fixo:

  • 60.000 km: R$ 1.922,21
  • 70.000 km: R$ 712,12
  • 80.000 km: R$ 2.334,98

Peças originais:

  • Disco de freio dianteiro: R$ 495,63
  • Filtro de óleo: R$ 57,52
  • Jogo de pastilhas de freio dianteiro: R$ 598,01
  • Conjunto lanterna traseira esquerda: R$ 1.749,49
  • Filtro de ar elemento: R$ 104,01
  • Jogo de velas de ignição: R$ 259,66

10 – Principais problemas do Honda Civic Touring

O Honda Civic tem a mesma fama de carro que não quebra do arquirrival Corolla. Mesmo assim, não existem milagres. O carro costuma apresentar falhas no sensor de combustível e proprietários se queixavam também de pneus descascados ainda novos. Outra queixa recorrente é quanto à dificuldade de encontrar peças.

Fique atento ao recall da bomba de combustível, que atingiu modelos produzidos entre novembro de 2018 e dezembro de 2019.