A troca da bateria de um carro elétrico no Brasil pode custar o mesmo que um carro popular zero-quilômetro. Os valores para substituir o componente, raramente divulgados pelas montadoras, alimentam o debate sobre o custo de manutenção a longo prazo.
Antes de analisar os números, é fundamental entender a garantia. A maioria das fabricantes oferece uma cobertura de oito anos ou até 160 mil quilômetros para a bateria. Isso protege o proprietário contra defeitos de fabricação ou perda significativa de capacidade, tornando a troca paga pelo dono uma situação rara durante esse período.
O custo elevado se deve à complexidade e aos materiais usados na fabricação. Enquanto muitas baterias de íon-lítio utilizam materiais como lítio e níquel, algumas tecnologias mais modernas, como as baterias LFP (Fosfato de Ferro e Lítio) usadas no BYD Dolphin, já excluem o cobalto de sua composição.
Quanto custa trocar a bateria?
Os valores para a substituição completa do conjunto de baterias variam conforme o modelo e a capacidade energética. Como as montadoras não costumam divulgar esses preços oficialmente, os números a seguir são estimativas de mercado e podem variar:
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BYD Dolphin (44,9 kWh): a substituição do componente do hatch elétrico tem um custo estimado entre R$ 60.000 e R$ 80.000.
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GWM Ora 03 (48 kWh): a bateria da versão de entrada do modelo tem valor estimado em R$ 75.000.
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Renault Kwid E-Tech (26,8 kWh): para o subcompacto, a troca do conjunto fica estimada entre R$ 40.000 e R$ 50.000.
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Peugeot e-2008 (50 kWh): no caso do SUV elétrico, a estimativa para a substituição pode chegar a R$ 120.000.
Para o consumidor, essa despesa representa um fator importante a ser considerado no cálculo do custo total de propriedade do veículo, especialmente para quem planeja ficar com o carro por mais de uma década. A decisão de compra deve ponderar não apenas o valor de aquisição e a economia com combustível, mas também essa eventual manutenção de alto valor.
A tendência, no entanto, é que os custos de produção diminuam com o avanço da tecnologia e o aumento da escala de fabricação. Além disso, começam a surgir no mercado opções de reparo de módulos específicos e até um mercado de baterias usadas ou recondicionadas, o que pode baratear a manutenção no futuro.
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