Menos tecnologia?

Telas multimídia seriam eliminadas dos carros se dependesse de designer da Stellantis 

Um dos principais designers da marca expressou sua insatisfação pela estética das telas; “acho um pouco estúpido” e “não é muito sexy”

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Parte interior de carro da Dodge com volante e painel com tela digital.
As telas ocupam espaço significativo do painel no interior dos carros Fotos: Divulgação/Stellantis

Ainda há aqueles seduzidos pelo brilho e pela tecnologia das telas multimídia, mas há, também, outros que já estão saturados desses monitores sensíveis ao toque nos carros. E estes últimos são como Thierry Métroz, o designer chefe da Citroën DS premium, que é controlada pelo grupo Stellantis. 

Para ele, apesar de as telas multimídia serem uma grande tendência nos carros hoje, elas seriam “um pouco estúpidas”, porque tomam o lugar dos painéis, os quais fazem parte da filosofia da marca. Isso foi expressado por ele em sua conversa com a Autocar.

Na ocasião, ele ressaltou, também, que essas telas multimídia, quando desligadas, se tornam meras superfícies retangulares pretas; “não é muito sexy, não é muito luxo”, apontou. O seu objetivo, junto da equipe, é, então, o de “revolucionar”, excluindo todos os monitores dos interiores dos futuros carros Stellantis. 

Novo desafio com a retirada das telas multimídia

As telas multimídia, especialmente as sensíveis ao toque, permitem que as montadoras agreguem uma ampla gama de funções em um único sistema que pode ser compartilhado entre os modelos da marca. Por isso, eliminá-las traz à tona um novo problema: como ordenar e controlar essas funcionalidades, que são cada vez mais diversas e complexas, nos carros modernos?

Mesmo que não tão atraente para aqueles que compartilham da opinião de Thierry, a tecnologia das telas multimídia, de fato, facilita o acesso às funcionalidades de um veículo, principalmente nos casos de condução desacompanhada de passageiros. Isso porque ela reúne todos os serviços em único monitor, que na maioria da vezes, é bastante intuitivo.

Além disso, as funções, como a de navegação GPS, exigem um componente visual. Frente a isso, o designer reconhece o novo desafio, mas afirma que ainda não tem uma solução pronta para oferecer. Apesar disso, ele acredita que as substituas das telas deverão ser “menos e intrusivas” e oferecer “mais serenidade”.

Sua posição na DS, uma das marcas menores da Stellantis, pode limitar a ampliação do seu projeto à carros não vendidos no Estados Unidos. Porém, o surgimento dessa nova ideia pode acabar se tornando uma tendência dentro do grupo, levando as telas multimídia a caírem em desuso em seus produtos.

Confira o último teste do VRUM com uma das marcas do grupo Stellantis