x
UAI
Cuide de seu carro

Óleo lubrificante guardado de forma errada pode não funcionar

Pequenos cuidados com umidade, temperatura e prazo de validade preservam a qualidade do produto e evitam prejuízos antes mesmo de chegar aos motores

Publicidade
Troca de óleo deverá ser feita seguindo as regulamentações da fabrica, quem for trocar terá que usar o produto correto
Troca de óleo deverá ser feita seguindo as regulamentações da fabrica, quem for trocar terá que usar o produto correto Foto: Imagem/Divulgação

O armazenamento correto preserva a qualidade dos lubrificantes antes mesmo da chegada aos equipamentos. Em ambientes industriais, onde produtos permanecem estocados por períodos prolongados, condições inadequadas afetam as características originais e prejudicam o desempenho dos maquinários. Variações térmicas, umidade, poeira e danos nas embalagens são fatores de risco direto.

Jose Cesario Neto, especialista da marca de lubrificantes da Mobil, ressalta a importância dessa etapa preventiva. “O lubrificante deve chegar ao equipamento nas mesmas condições de qualidade previstas no período em que foi produzido. Para isso, o armazenamento é uma etapa importante. Um produto exposto a condições inadequadas pode sofrer alterações ou ser contaminado antes mesmo de ser utilizado”, explica.

Cuidados essenciais no armazenamento

Manter os recipientes em local coberto, limpo e protegido da chuva, da umidade e de fontes de calor é uma exigência fundamental. Os vasilhames devem continuar fechados até o instante da utilização, prática que diminui o perigo de entrada de água, poeira ou de outros materiais contaminantes.

A conservação dos rótulos e das informações originais também desempenha papel indispensável. Esse cuidado facilita a gestão do estoque e evita que o lubrificante seja colocado em uma aplicação diferente daquela para a qual recebeu especificação técnica.

Organização e controle de validade

O tempo de permanência no depósito precisa de acompanhamento constante. Embora os produtos mantenham propriedades por períodos determinados, o ambiente interfere em sua vida útil. Adotar o sistema FIFO (sigla em inglês para “primeiro que entra, primeiro que sai”), com prioridade para itens antigos, impede a estocagem por tempo excessivo.

Lubrificantes guardados além do prazo recomendado, com avarias na embalagem ou sinais de contaminação não devem ser aplicados automaticamente. Em cenários assim, a regra orienta: consultar as instruções do fabricante e, quando aplicável, pedir avaliação técnica antes de decidir o destino do produto.

Prevenção contra contaminações

Condições desfavoráveis no depósito propiciam a entrada de umidade até em recipientes fechados, principalmente se existirem danos ou falhas de vedação. Após a abertura da embalagem, o manuseio requer atenção ampliada para resguardar o composto de agentes externos até o momento do uso.

“Bombas, funis, recipientes e demais utensílios empregados na transferência devem estar limpos, identificados e livres de resíduos de outros produtos. Não adianta investir em um lubrificante adequado se ele não for armazenado corretamente. O controle do estoque e das condições do local de armazenamento faz parte da qualidade da lubrificação e ajuda a evitar desperdícios e problemas na aplicação”, complementa Cesario Neto.

• Assista aos vídeos do VRUM no YouTube e no Dailymotion!