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Híbridos plug-in poluem até 4,6 vezes mais que o divulgado

Estudo com 920 mil veículos na Europa aponta diferença entre emissões reais e dados oficiais, principalmente pela falta de recarga das baterias

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Estrutura de carregamento de carros elétricos ainda é negligente no Brasil
Estrutura de carregamento de carros elétricos ainda é negligente no Brasil Foto: Internet / Reprodução

Os carros híbridos plug-in podem emitir até 4,6 vezes mais dióxido de carbono (CO?) do que indicam os números oficiais das fabricantes. A conclusão é de um estudo do International Council on Clean Transportation (ICCT) e divulgado pelo Autoesporte, analisou que aproximadamente 920 mil veículos registrados na Europa entre 2021 e 2023. Segundo o levantamento, a diferença está relacionada principalmente à maneira como os motoristas utilizam os modelos no dia a dia.

Os dados mostram que as emissões médias reais passaram de 130 gramas de CO? por quilômetro nos veículos registrados em 2021 para 134 g/km nos exemplares de 2023. No mesmo período, os números oficiais de homologação caíram de 37 g/km para 29 g/km, ampliando a distância entre os resultados divulgados pelas fabricantes e os observados nas ruas.

Falta de recarga aumenta as emissões

Os híbridos plug-in, também conhecidos pela sigla PHEV, combinam um motor a combustão com um propulsor elétrico e uma bateria recarregável na tomada. A proposta é permitir que o motorista realize trajetos curtos usando apenas eletricidade, reduzindo o consumo de combustível e as emissões de poluentes.

Na prática, porém, muitos proprietários não recarregam a bateria com a frequência esperada. Com menos energia disponível, o motor a combustão precisa funcionar por mais tempo, elevando o consumo de combustível e as emissões de CO?. Assim, parte da economia prometida pela tecnologia deixa de ser aproveitada.

Outro fator é o peso adicional do conjunto elétrico. Quando a bateria está descarregada, o veículo continua transportando seus componentes elétricos, mas depende mais do motor a combustão para se movimentar. Essa condição pode prejudicar a eficiência, especialmente em trajetos nos quais o sistema elétrico é pouco utilizado.

Tecnologia evolui, mas emissões não diminuem

Um dos pontos que chamam a atenção no levantamento é o aumento das emissões reais entre 2021 e 2023, apesar da evolução dos sistemas híbridos. Baterias maiores e maior autonomia elétrica deveriam favorecer a redução do consumo de combustível, desde que os motoristas aproveitassem esses recursos.

A diferença também evidencia uma limitação dos testes de homologação, que consideram condições de utilização específicas para calcular o consumo e as emissões. Quando a rotina dos proprietários não corresponde às premissas desses testes, os resultados oficiais podem ficar distantes do desempenho observado nas ruas.

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