Um Lotus Elise S1 já é um carro leve para os padrões atuais, mas a Analogue Automotive decidiu ir muito além. A empresa britânica criou o VHPK, uma preparação que transforma o esportivo em um monoposto de apenas 599 kg, com motor de 247 cv e câmbio sequencial.
O projeto mantém a base do Elise de primeira geração, mas passa por uma série de modificações para reduzir a massa. Uma das mais evidentes está no interior: há somente um banco, instalado no centro do carro. A utilização de componentes de fibra de carbono também contribui para diminuir o peso.
O resultado é um esportivo que pesa menos do que muitos carros compactos e aposta na relação entre baixo peso e desempenho, em vez de simplesmente recorrer a um motor de grande potência.
Motor 1.9 entrega 247 cv
O VHPK utiliza um Rover K-Series de quatro cilindros e 1,9 litro, que recebeu preparação para alcançar 247 cv. A força é enviada para as rodas traseiras por meio de um câmbio sequencial de cinco marchas.
A preparação ainda pode receber uma suspensão totalmente ativa. Outro item disponível são as rodas de fibra de carbono, que reduzem aproximadamente 9 kg da massa do carro.
A inspiração do projeto está ligada a uma antiga categoria monomarca que utilizava o Elise S1. A configuração monoposto reforça essa conexão com o universo das pistas, embora o VHPK tenha sido desenvolvido para uso nas ruas.
Só 35 unidades
A exclusividade também faz parte da proposta. A Analogue Automotive planeja produzir apenas 35 unidades, todas sob encomenda e configuradas de acordo com as preferências de cada comprador.
O preço anunciado é de aproximadamente US$ 470 mil. Em conversão direta, o valor corresponde a cerca de R$ 2,4 milhões. A cifra serve apenas como referência da cotação atual, já que o VHPK é um projeto britânico de produção extremamente limitada e não há indicação de comercialização no Brasil.
A preparação segue uma filosofia bastante diferente daquela adotada pela maioria dos superesportivos modernos. Em vez de adicionar potência e equipamentos para buscar números cada vez maiores, o VHPK concentra o projeto na redução da massa.
A ideia remete à filosofia de Colin Chapman, fundador da Lotus, que defendia a construção de carros leves como caminho para melhorar o desempenho. No VHPK, a receita foi levada ao extremo: menos equipamentos, apenas um ocupante, materiais leves e um conjunto mecânico relativamente compacto para um carro com proposta tão radical.
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