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Supercarro da Pagani demanda quase de 1 milhão de reais em parafusos

Descubra o nível de detalhe da montadora: cada supercarro usa 2.000 peças de titânio, com o logo da marca gravado, elevando o custo a seis dígitos

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Pagani Huayra Codalunga Speedster
Pagani Huayra Codalunga Speedster Foto: Pagani

O conjunto de parafusos de um único carro da Pagani custa mais que um Porsche 911 novo. Enquanto o esportivo alemão tem preço inicial de US$ 135.500 nos Estados Unidos (cerca de R$ 700 mil), apenas os parafusos de um Pagani somam um valor superior.

Cada supercarro da marca utiliza cerca de 2.000 parafusos de titânio, com um custo individual de aproximadamente 80 dólares (R$ 411) . Isso eleva a conta total para cerca 160 mil dólares (R$ 820 mil) por veículo. O detalhe ajuda a justificar o preço de um Pagani, que pode chegar a €3,1 milhões (R$ 18,5 milhões) antes de impostos e opcionais.

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A informação foi revelada durante um tour pela fábrica da montadora, promovido pelo canal "Carwow". Segundo o vídeo, cada parafuso de titânio recebe o logotipo da Pagani gravado em sua superfície. A gravação tem apenas dois mícrons (0,002 mm) de profundidade, uma medida 35 vezes mais fina que um fio de cabelo humano.

Parafusos utilizados em carros da Pagani
Parafusos utilizados em carros da Pagani Foto: Reprodução/Youtube/carwow

É preciso notar que o vídeo não esclarece se o preço de US$ 80 por peça representa o custo real de produção para a Pagani, uma estimativa média ou o valor de reposição. O total de US$ 161.300 é resultado de uma multiplicação simples, e não uma despesa de produção oficialmente divulgada.

Atenção em cada componente

O cuidado artesanal da Pagani se estende a outras partes do carro. A vareta de medição do óleo, por exemplo, é fresada em titânio e depois anodizada, resultando em uma peça que se assemelha a uma joia.

O processo de instalação da vareta é igualmente detalhado. Primeiro, a equipe a instala para determinar a posição exata em que ela para ao ser apertada. Depois, a peça é removida para que o logotipo seja gravado de forma que fique perfeitamente alinhado quando a vareta retornar ao seu lugar definitivo.

Pagani Huayra Codalunga Speedster
Pagani Huayra Codalunga Speedster Foto: Pagani

O volante também é um exemplo do excesso de zelo. Ele nasce de um bloco de alumínio com 43 kg que, após o processo de usinagem, é reduzido a apenas 1,7 kg. Um artesão de 80 anos dedica outras oito horas para polir a peça manualmente.

Esse nível de detalhe não se limita às partes visíveis. Componentes como os rolamentos das rodas e os braços de controle são tratados de forma escultural.

Cada modelo produzido pela Pagani é fabricado artesanalmente em San Cesario Sul Panaro, nas proximidades de Modena, na Itália. Cada carro leva cerca de seis meses para ser produzido e a produção anual não passa das 50 unidades

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