Um golpe envolvendo anúncios de carros no WhatsApp continua fazendo vítimas em todo o país. Conhecido como golpe do falso intermediário, criminosos se passam por compradores para enganar vendedores e interessados, clonando anúncios e roubando o dinheiro da negociação. A tática é bem elaborada e explora a confiança das pessoas que usam o aplicativo para fechar negócios.
A fraude geralmente começa em plataformas de classificados online. O golpista encontra um anúncio real, entra em contato com o vendedor e leva a conversa para o WhatsApp. Lá, o criminoso inventa uma história para justificar a intermediação da venda, como a quitação de uma dívida com um terceiro.
Em seguida, o criminoso copia as fotos e informações do anúncio original e cria uma nova publicação em outra plataforma, mas com um preço muito abaixo do mercado para atrair compradores rapidamente. Quando um interessado aparece, o golpista organiza um encontro entre o vendedor original e o novo comprador.
O ponto central do golpe é o pedido para que ambas as partes não discutam o valor do veículo. Para o vendedor, o golpista afirma que a diferença de preço faz parte do acerto da suposta dívida. Para o comprador, ele diz que o valor mais baixo é um benefício exclusivo e pede discrição. Após a vítima ver o carro e decidir pela compra, o criminoso envia seus próprios dados bancários para o depósito. O dinheiro é transferido e o golpista desaparece.
Como funciona o golpe do anúncio falso
O processo é dividido em etapas claras. Primeiro, o golpista seleciona um anúncio legítimo e convence o vendedor a negociar por meio de um intermediário. Com as informações em mãos, ele cria um anúncio-clone, que serve de isca para uma segunda vítima, o comprador.
A etapa seguinte é a manipulação. O criminoso gerencia a comunicação entre o vendedor e o comprador, garantindo que eles não conversem sobre os valores. No encontro presencial, o comprador confirma que o carro existe e está em bom estado, o que gera a confiança necessária para finalizar a transação.
A fraude se concretiza no momento do pagamento. Acreditando estar fazendo um bom negócio, o comprador transfere o valor para a conta indicada pelo golpista. O vendedor, por sua vez, nunca recebe o dinheiro, e o comprador fica sem o carro e sem os recursos.
Dicas para não cair no golpe
Para se proteger, é fundamental adotar algumas medidas de segurança durante a negociação de um veículo. A atenção aos detalhes pode evitar grandes prejuízos financeiros e dores de cabeça.
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Desconfie de preços baixos: Ofertas muito abaixo da tabela Fipe são um grande sinal de alerta para possíveis fraudes.
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Negocie diretamente com o proprietário: Evite transações com intermediários que apresentam histórias complexas ou pedidos incomuns.
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Verifique os documentos: O pagamento deve ser feito exclusivamente para uma conta em nome do proprietário que consta no documento do veículo (CRLV).
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Converse sobre o preço: Nunca aceite condições que o proíbam de discutir o valor da negociação diretamente com a outra parte envolvida.
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Use canais seguros: Prefira utilizar os chats das plataformas de venda, que oferecem um ambiente mais controlado para as negociações iniciais.
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Confira a titularidade da conta: Antes de realizar qualquer transferência via Pix ou TED, confirme se o nome e o CPF do beneficiário são os mesmos do proprietário do veículo.
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Denuncie às autoridades: Caso seja vítima ou suspeite de uma fraude, registre um boletim de ocorrência na Polícia Civil.
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