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Entenda de vez

5 mitos sobre carros elétricos que você provavelmente ainda acredita

Eles não dão choque e a bateria não vicia; esclarecemos as principais dúvidas sobre a tecnologia que avança no país

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Motorização do Kwid Elétrico fica exposta sob o capô
Motorização do Kwid Elétrico fica exposta sob o capô Foto: Divulgação/Renault/Rodolfo Buhrer

Com vendas batendo recordes e uma presença cada vez mais forte nas ruas, o avanço dos carros elétricos no mercado brasileiro é inegável. Mesmo assim, a tecnologia ainda é cercada por dúvidas e informações desencontradas. Mitos que parecem saídos de filmes de ficção científica afastam muitos motoristas, mas a verdade por trás do funcionamento desses veículos é bem mais simples e segura do que se imagina.

Para ajudar a esclarecer o que é fato e o que é ficção, desvendamos as cinco principais crenças equivocadas sobre os modelos movidos a bateria. Entender como eles funcionam é o primeiro passo para avaliar se essa nova realidade automotiva faz sentido para você.

Mito 1: dão choque se usados na chuva

Um dos medos mais comuns é o de tomar um choque ao usar um carro elétrico na chuva ou em um lava-rápido. Essa preocupação não tem fundamento. Os sistemas elétricos de alta tensão são completamente vedados e isolados da carroceria, com certificações de segurança internacionais.

O veículo pode ser utilizado em qualquer condição climática e até mesmo passar por áreas alagadas, dentro dos limites recomendados pelo fabricante, sem oferecer qualquer risco aos ocupantes. Os testes de segurança são ainda mais rigorosos que os aplicados em carros a combustão.

Mito 2: a bateria vicia como a de um celular antigo

A ideia de que a bateria "vicia" se não for descarregada por completo vem das antigas baterias de níquel-cádmio. É uma lembrança dos primeiros celulares, mas essa tecnologia foi abandonada há muito tempo. Carros elétricos usam baterias de íon de lítio, com um sistema de gerenciamento que protege as células.

Esse sistema otimiza a carga e evita o desgaste prematuro, garantindo uma longa vida útil. A maioria dos fabricantes oferece garantias de oito anos ou mais, período no qual a bateria deve reter boa parte de sua capacidade original, geralmente acima de 70%. Você pode carregar o carro todos os dias, independentemente do nível da bateria, sem prejudicá-la.

Mito 3: são carros lentos e sem emoção

Pelo contrário. Uma das grandes vantagens do motor elétrico é a entrega de torque instantâneo. Isso significa que toda a força está disponível assim que você pisa no acelerador, sem a necessidade de o motor "encher" como nos modelos a combustão.

O resultado é uma aceleração surpreendente, que deixa para trás muitos modelos esportivos tradicionais, especialmente em saídas de semáforo e retomadas de velocidade. A condução silenciosa e sem vibrações também proporciona um nível de conforto superior.

Mito 4: a autonomia é muito baixa para o dia a dia

Este mito tinha um fundo de verdade nos primeiros modelos, mas a tecnologia evoluiu rapidamente. Hoje, diversos modelos à venda no Brasil já oferecem autonomia superior a 300 quilômetros com uma carga completa, segundo o padrão Inmetro.

Considerando que o uso diário no país geralmente não ultrapassa 50 quilômetros, essa capacidade é mais do que suficiente para a rotina da maioria dos motoristas. A conveniência de carregar o carro em casa durante a noite elimina a necessidade de visitas frequentes a postos de combustível, e a rede de recarga em locais públicos e estradas está em contínua expansão.

Mito 5: a manutenção é cara e complicada

Embora alguns componentes específicos possam ter alto custo de substituição, a manutenção preventiva tende a ser mais simples e menos frequente do que em veículos a combustão. O motor tem pouquíssimas peças móveis, eliminando a necessidade de troca de óleo, velas, filtros de ar do motor e sistema de escapamento.

A manutenção preventiva se concentra em itens como freios, suspensão e pneus. O sistema de frenagem regenerativa, que usa o próprio motor para reduzir a velocidade e recarregar a bateria, também ajuda a poupar as pastilhas e discos de freio, aumentando sua durabilidade.

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