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Xiaomi perde cerca de R$ 31 mil por carro vendido em 2026; entenda

Marca chinesa segue ampliando vendas de elétricos, mas operação automotiva ainda acumula prejuízos bilionários

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Xiaomi SU7 vermelho
Xiaomi SU7 vermelho Foto: Divulgação/Xiaomi

A Xiaomi registrou prejuízo equivalente a US$ 5.600, cerca de R$ 31 mil na conversão direta, para cada carro vendido no primeiro trimestre de 2026. Os dados fazem parte do relatório financeiro divulgado pela fabricante chinesa nesta semana e mostram que a divisão automotiva da empresa ainda opera no vermelho, apesar do crescimento nas vendas.

Segundo o balanço, a área de veículos elétricos e inteligência artificial da Xiaomi faturou 19,9 bilhões de yuans no período, mas acumulou perdas operacionais de 3,1 bilhões de yuans, algo próximo de US$ 457 milhões. Ao todo, a empresa entregou 80.856 carros entre janeiro e março deste ano.

 

Xiaomi SU7 na linha 2026
Xiaomi SU7 na linha 2026 Foto: Divulgação/Xiaomi

O resultado representa uma piora importante em relação ao mesmo período de 2025, quando a companhia perdia cerca de US$ 900 por veículo vendido. A margem bruta da divisão automotiva também caiu, passando de 23,2% para 20,1%. Segundo a própria Xiaomi, o recuo aconteceu por conta do aumento no custo de componentes, incentivos fiscais e menor participação de modelos mais rentáveis na linha.

Mesmo operando no prejuízo, a Xiaomi segue acelerando sua expansão no mercado automotivo chinês. O sedã SU7 continua sendo um dos elétricos mais populares do país, enquanto o SUV YU7 já acumula mais de 232 mil unidades entregues em apenas dez meses de mercado.

A fabricante também ampliou sua rede de lojas para 490 pontos de venda em 143 cidades chinesas até o fim de março. Em abril, a Xiaomi vendeu 36.702 veículos, alta de 28,4% na comparação anual.

Apesar das perdas atuais, a estratégia da Xiaomi lembra o movimento adotado por outras fabricantes de carros elétricos em fase inicial de expansão, priorizando ganho de mercado e crescimento acelerado antes da busca por lucratividade. A empresa já confirmou planos de expansão internacional e pretende iniciar vendas na Europa a partir de 2027.