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BMW M3 elétrico promete potência brutal e tenta preservar a alma do ícone

Sedã esportivo vai entrar na era elétrica com quatro motores, software no comando e até "marchas" artificiais

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BMW M3 Competition e Competition Track
BMW M3 Competition e Competition Track Foto: Divulgação/BMW

Se depender da BMW, o M3 não vai virar apenas mais um elétrico rápido em linha reta. A próxima geração do sedã esportivo, prevista para a segunda metade da década, aposta em uma solução extrema.

Quatro motores elétricos, um para cada roda, controlados por software, com a missão clara de manter vivo o DNA da divisão M em um mundo sem combustão.

A arquitetura escolhida é a Neue Klasse, base dedicada a elétricos que vai sustentar os próximos BMW da marca. No M3, ela permite algo impensável nas gerações anteriores: eliminar diferenciais mecânicos e distribuir torque de forma totalmente independente em cada roda. Não se trata apenas de tração integral, mas de controle absoluto sobre como o carro se comporta em acelerações, curvas e retomadas.

BMW M3 Competition e Competition Track
BMW M3 Competition e Competition Track Foto: Divulgação/BMW

Os números oficiais ainda não foram divulgados, mas a própria BMW já deixou escapar que o desempenho estará em um patamar inédito para o M3. Projeções apontam para algo próximo ou acima dos 1.000 cv, uma cifra que coloca o modelo em território de supercarros.

A energia virá de uma bateria de grande capacidade, próxima dos 100 kWh, combinada a uma arquitetura elétrica de 800 volts, pensada para sustentar repetidas acelerações fortes sem perda de rendimento.

Todo esse arsenal será comandado por um novo cérebro eletrônico, batizado de “Heart of Joy”. É ele quem vai decidir, em milissegundos, quanta força cada roda recebe, como o carro reage ao acelerador e até como a estabilidade deve intervir. A promessa é de respostas mais rápidas e naturais do que nos sistemas atuais, que ainda dependem de vários módulos separados “conversando” entre si.

Mas talvez o ponto mais polêmico esteja na tentativa de manter o envolvimento emocional. O M3 elétrico deve contar com trocas de marchas simuladas, algo que, tecnicamente, não faz falta em um elétrico, mas que a BMW vê como essencial para dar ritmo à condução esportiva.

A ideia é criar pontos de mudança, acompanhados de respostas sonoras e sensoriais, para que o motorista não tenha a sensação de um fluxo contínuo e sem emoção.