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Polêmica

Diretor da Netflix torra dinheiro de série em carros de luxo

Cinco Rolls Royce e uma Ferrari estão entre itens adquiridos por diretor acusado de roubar Netflix

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Cinco carros da Rolls Royce estão dentre os itens de luxo adquiridos pelo diretor
Cinco carros da Rolls Royce estão dentre os itens de luxo adquiridos pelo diretor Fotos: Rolls Royce/ Divulgação

Acusado de roubar do orçamento de série que deveria produzir para a Netflix, o diretor Carl Erik Rinsch adquiriu com o valor da produção seis carros de luxo, sendo cinco Rolls Royce e uma Ferrari, além de outros itens de grife. O caso foi divulgado em matéria no The New York Times. 

O projeto da série de ficção científica futurista "Conquest" foi um sucesso, e chegou a ser cobiçado por várias plataformas de Streaming de Hollywood, como Amazon, Apple e HBO. Mas foi a Netflix quem ficou como detentora dos direitos da produção, que não foi bem sucedida. 

A Netflix afirma ter investido em 2020 US$ 55 milhões para a produção, equivalente a cerca de R$ 268 milhões na cotação atual. As gravações foram iniciadas, com imagens feitas em cidades como São Paulo, Montevidéu (Uruguai) e Budapeste (Hungria). Mas, após comportamentos e decisões questionáveis por parte de Rinsch durante as gravações, que envolviam tratamento inadequado com a equipe e episódios que envolveram a suspeita de que sua própria esposa queria matá-lo, grande parte do dinheiro acabou sendo convertida em artigos de luxo, como os modelos Rolls Royce.

De acordo com cópias de extratos bancários de Rinsch divulgadas durante o processo de divórcio com a esposa, a suspeita é de que ele tenha investido parte do dinheiro em ações, o que levou a uma perda milionária de cerca de US$ 5,9 milhões. Em seguida, ele teria investido o restante em criptomoedas, e com isso, garantido um rendimento de US$ 27 milhões. Esse dinheiro foi destinado à compra de artigos que vão desde relógios sofisicados até uma frota de seis carros de luxo, cujos modelos não foram divulgados.

O diretor afirmou em depoimento que os veículos e móveis seriam adereços para a produção da série, já que pagou com o valor da produção. Mas, por outro lado, em caso de arbitragem com a empresa de streaming, argumentou que o dinheiro pertencia a ele por contrato e que a Netflix inclusive lhe devia mais de US$ 14 milhões.

No final das contas, ainda não foi decidido judicialmente o destino dos bens e carros de luxo, e nenhum episódio inteiro da série foi entregue pelo diretor. O caso está no sistema judicial norte-americano, ainda no período de arbitragem.

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