Muitas pessoas preferem viajar à noite porque acreditam que o tráfego nas estradas é menos intenso e porque a temperatura normalmente é mais agradável. Por isso, vale um lembrete: não se esqueça de fazer uma revisão completa no sistema de iluminação do carro, que deve estar em condições ideais de funcionamento durante o dia ou noite. Faróis e lanternas são itens de segurança e, quando estão com problemas, podem provocar acidentes ou resultar em multa.
Lâmpadas
O elemento básico do sistema de iluminação do carro é a lâmpada. A durabilidade dela depende de fatores diversos, entre eles as vibrações provocadas pelas irregularidades dos pisos, umidade e problemas no sistema elétrico. Para saber se a lâmpada está prestes a queimar, basta observar se o bulbo apresenta sinais de escurecimento. A diminuição na capacidade de iluminação também é sinal de que a lâmpada vai pedir substituição em breve. Nessas condições, é melhor fazer a troca preventiva, para não comprometer a visão noturna na estrada.
A troca
Especialistas recomendam que, quando a lâmpada de um farol queimar, o correto é que se substitua a do outro também, para que não haja diferença de iluminação. A troca deve ser feita preferencialmente por um profissional capacitado, mas, se você for fazê-la, lembre-se de não encostar no bulbo de uma lâmpada halógena, pois o suor das mãos provoca microfissuras no vidro. Lâmpada com mancha alaranjada está contaminada. O correto é, sempre que possível, manusear qualquer lâmpada usando um tecido limpo. Devese observar o tipo de lâmpada (halógena, por exemplo) e a sua potência (a lei permite potência máxima de 55 watts para o facho baixo e de 60 watts para o facho alto) para substituí-la por outra igual, embora o motorista possa fazer troca visando melhorar a segurança. E, para a viagem, não se esqueça de levar um jogo de lâmpadas reserva. Ele pode ser muito útil.
Regulagem
Buracos e depressões nas ruas e estradas acabam desregulando os faróis. Por isso, especialistas recomendam uma revisão completa a cada três meses. Existem equipamentos próprios para a regulagem eficiente dos faróis mas, na falta deles, o motorista também pode regulá-los. Na maioria dos veículos, existem parafusos (que ficam dentro do compartimento do motor) específicos para a regulagem dos faróis, sendo um para movimentá-los no sentido vertical e outro no horizontal. No caso dos faróis de neblina, alguns veículos têm um único parafuso para regulá-los, no sentido vertical.
Facho
Com o porta-malas cheio, o facho do farol se eleva e passa a atingir os olhos dos motoristas que trafegam em sentido contrário. O impacto da luz nos olhos vai deixar o motorista momentaneamente cego - tempo suficiente para o carro percorrer uma centena de metros. Portanto, ao carregar o porta-malas, não esqueça de regular os fachos dos faróis. Alguns modelos tem a regulagem elétrica no painel e, nos demais, o ajuste pode ser feito nos próprios faróis.
Neblina
Usar farol alto com neblina é incorreto, pois o motorista precisa de iluminação numa área mais próxima do carro, principalmente para os lados, para melhorar a visibilidade. O certo é usar o farol baixo. Não ligue a lanterna traseira de neblina quando estiver trafegando fora dessas condições, pois ela tem a mesma potência da luz de freio e atrapalha bastante a visão do motorista que vem atrás.
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