O futuro chegou ou não?

Enquanto a ficção previa carros que voam, capazes de se dirigirem sozinhos e ecológicos, a realidade em pleno século 21 é um pouco mais desanimadora

Mesmo em filmes recentes, como o novo Total Recall deste ano, o ideário de carros que voam continua a dominar a mente dos cineastas e roteiristas, sem, contudo, ser plausível no presente

Para dar uma mão na hora de compor um mundo futurista, as obras de ficção científica lançam mão de novas tecnologias, entre elas automóveis dotados de recursos que mal poderíamos esperar para testar na prática. Pode assentar que essa espera parece que vai ser mais longa. Em pleno 2012, a maioria dessas invenções não está rodando ainda. Mas a ficção se tornou realidade em alguns casos, seja em parte ou, até mesmo, ainda melhores do que previram as obras. Saiba se o que se concretizou foi além do esperado ou ficou em termos.

Estradas automatizadas sairiam uma fortuna, mais fácil fazer carros que trafegam sozinhos

CARROS QUE VOAM Muitos já devem ter tido vontade de ter um carro voador como o dos Os Jetsons, desenho animado lançado em 1963. Capaz de voar sobre o tráfego e se transformar numa maleta, o carro só poderia fazer parte da ficção mesmo. Mesmo os mais realistas, como os exibidos no filme De volta para o futuro 2. No filme de 1989, em 2015, qualquer carro poderia ser convertido em um hovercar, até um antigo Citroën DS. Imagine os congestionamentos. Além de se preocupar com o rodízio, os paulistas ficariam preocupados com qualquer ameaça de apagão aéreo. Os resultados de uma batida podem ser ainda piores. Inviável, em suma. O que não impediu a norte-americana Terrafugia de criar o Transition, um carro voador. Ou seria um avião que anda nas ruas? Como necessita de um brevê de piloto esportivo e não evolui muito o conceito já batido de carro-avião, o modelo é uma realização parcial. EM TERMOS.

Superpráticos, os modelos dos Jetsons só poderiam ser ficcionais

DIREÇÃO AUTOMATIZADA Você entra numa rodovia e o carro passa a ir sozinho. Vários filmes já lidaram com a ideia, que é testada pela indústria há décadas. Em Minority Report, de 2002, os Maglevs são carros que se guiam sem motorista em rodovias magnetizadas e automatizadas, no distante ano de 2054. Pois bem, imagine só o tempo que levaria para a adaptação de todas as vias. Então a melhor opção, por incrível que pareça, é criar carros capazes de se guiar em qualquer via. Alguns modelos, como o Audi Q3, não passam para outra faixa de rodagem mesmo que você largue o volante em uma curva. EM TERMOS

SEGURANÇA TOTAL No filme O Demolidor, de 1993, Silvester Stallone faz o papel de um policial que acorda em 2032. Os carros foram criados pela General Motors, que desenvolveu 18 conceitos. Esses apelam para várias tecnologias, como direção automática. Mas o conceito Ultralite usado pela polícia também tinha um sistema de segurança invejável: em caso de acidente, uma espuma de rápida solidificação preenchia o habitáculo, protegendo os ocupantes. Seria algo meio grudento, você teria que sair do carro depois da batida direto para o banho. Na vida real, até que encontramos solução melhor: uma verdadeira coleção de airbags, dos joelhos aos vidros. ALÉM DO ESPERADO

O atual Transition Terrafugia está mais para avião do que carro

COMANDOS POR VOZ Se o motorista da atualidade já faz muito menos esforço do que seus pais faziam ao volante de um Fusquinha, imagine só os da ficção científica. Se antigamente usavam-se manivela e comandos de acionamento duro, atualmente temos botões para tudo e, no futuro, basta uma ordem de voz. Modelos variados, como o Batmóvel dos filmes de Tim Burton, já faziam isso e até produções B como Timecop (1994) também marcaram ponto na ideia. E os automóveis atuais também, até mesmo compactos como o Fiat Punto. Claro que os carros não fazem tudo o que você pede e ainda há o risco de você pedir para tocar uma música de uma banda e acabar ouvindo outra. CONCRETIZADO

LOCALIZAÇÃO E NAVEGAÇÃO Se o motorista da ficção sequer dirige, então o carro tem até que saber para onde está indo. Filmes como o Vingador do futuro (1990) já exibiram vários sistemas de localização, rastreamento e navegação. Só que nada tão elaborado como os sistemas de posicionamento global presentes em carros de todas as classes. ALÉM DO ESPERADO

 

Sistemas como o GPS são mais precisos na vida real que na tela