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Novo Audi A6 - No passinho da evolução

Fabricante alemã apresenta quarta geração do médio grande, que se alinha ao estilo atual da marca sem romper com o modelo antigo, mas com toques adicionais de esportividade

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Em 1998, a Audi rompeu com o estilo funcional e aerodinâmico de então
com o esportivo TT. Com contornos arredondados, que davam unidade às
porções dianteira e traseira, era daqueles carros que não se sabia se
estava indo ou vindo. As formas de chapas limpas e teto em arco serviram
de musa inspiradora para a criação da segunda geração do médio-grande
A6, que se distanciou do estilo dos rivais BMW Série 5 e Mercedes-Benz
Classe E. A ousadia não se repetiu na encarnação seguinte de 2004,
atualizada em 2008, nem na nova, revelada esta semana, que estreia no
início de 2011. Com a crise, os rivais também preferiram não ousar.
Ainda assim, a Audi modernizou o A6 e o alinhou ao novo estilo da marca.


Ou seja, estão lá todos os pontos dos atuais Audi, como a grade
trapezoidal ladeada por faróis futuristas, que são opcionais na versão
composta integralmente por LEDs, como no topo de linha A8. Os faróis
básicos não dispensam a iluminação por xenônio, que pode ser do tipo
adaptativo. O perfil do sedã é limpo, com chapas que exibem um vinco
único, logo abaixo da linha de cintura, e um relevo ascendente na base,
que dinamiza a lateral. Elementos marcantes, como a terceira janela e o
teto em arco suave, foram mantidos, assim como as lanternas
horizontalizadas em LEDs, com recorte inferior, marcado por uma
depressão, e o superior, pelo spoiler integrado à tampa. No geral, as
linhas aparentam aquele grau de tensão que emula movimento, dando a
impressão de que o carro vai saltar prontamente para a frente.

DINAMISMO E
se depender das motorizações, vai saltar mesmo. Há duas opções a
gasolina, ambas V6 com injeção direta de combustível. O 2.8 FSI tem
204cv de potência e 28,5kgfm de torque, valores que sobem para 300cv e
44,9kgfm, respectivamente, no 3.0, graças a adição de um compressor
volumétrico, como foi feito na terceira geração. É o suficiente para
transformar o carro em um esportivo: são apenas 5,5segundos para
alcançar os 100km/h, com velocidade máxima limitada eletronicamente aos
250km/h. São esses que interessam ao Brasil. Para a Europa e outros
mercados, há também três motores turbodiesel: um quatro cilindros 2.0,
de 177cv; e dois 3.0, de 204cv e 245cv. Há três tipos de câmbio: o
purista manual, de seis marchas; o sofisticado manual automatizado, de
dupla embreagem e sete velocidades; e o racional CVT (de variação
contínua), capaz de simular oito marchas. A tração integral (sistema
Quattro) é opcional em algumas versões, tal como a suspensão eletrônica.

Por
dentro, o estilo ganhou cockpit envolvente, como o do A7 Sportback. Os
acabamentos mesclam seções emborrachadas, couro e madeira. O tablier
conta com tela LCD retrátil – que surgiu no A8 em 2002 – que reúne
sistemas do carro, além do navegador GPS tridimensional, com tecnologia
do Google. Entre os itens de conforto e de tecnologia, há
ar-condicionado de quatro zonas, bancos elétricos com memórias,
ventilação e massageadores, head-up display e som Bang & Olufsen (de
15 alto falantes). O A6 tem ainda o sistema de visão noturna, que
detecta pessoas e carros por calor.

Coeficiente de penetração aerodinâmica (Cx) chega a baixos 0,26