
De Indaiatuba (SP) - Lançado com alguns meses de atraso, devido aos contratempos climáticos sofridos pelos fornecedores asiáticos, o Honda Civic 2012 estará disponível nas concessionárias da marca a partir da segunda quinzena de janeiro. O fabricante japonês não esconde, o objetivo é retomar a liderança do segmento com a venda de 4 mil unidades por mês. A estratégia não é novidade: preço atraente, que ainda não está fechado, mas será similar ao da última geração, com uma variação de 1% para mais ou para menos; e maior oferta de conteúdo embarcado.
As novas linhas dessa nona geração não são revolucionárias como outrora, mas caíram muito bem no Civic (principalmente na traseira!), deixando-o mais robusto. A dianteira tem “pinta” de City, faróis ainda mais pronunciados, vincos no capô e para-brisa amplo. A lateral segue com o teto em arco e linha de cintura ascendente. A tampa do porta-malas é arrematada por um ressalto, abaixo destacam-se as novas lanternas que agora invadem as laterais. No painel traseiro, onde antes havia um prolongamento das lanternas passa a reinar um extensor refletivo.
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O modelo cresceu 1,6cm em comprimento e perdeu 3cm de distância entre-eixos. Para isso não comprometer o espaço interno, a engenharia tratou de remanejar a divisória entre motor e habitáculo (painel de fogo) e conseguiu manter a mesma medida de conforto (1,95m). Ponto crítico na última geração, o porta-malas ganhou mais 109 litros, totalizando agora 449 litros, graças à adoção do estepe de emergência. O tanque de combustível também cresceu e agora tem 57 litros.

PAINEL O conceito de painel de instrumentos em dois níveis foi mantido e aprimorado. Ainda mais envolvente, a parte superior agora tem uma tela de cinco polegadas (i-MID) que reúne informações como computador de bordo, avisos, áudio e telefonia. Os comandos dessa função estão localizados no volante. Outra novidade está nas laterais do velocímetro, duas barras luminosas que variam a tonalidade de acordo com a tocada do veículo, e fica verde quando o motorista dirige com economia. Vale ressaltar que o interior ganhou em visibilidade devido ao estreitamento da coluna A.
EFICIÊNCIA O objetivo das melhorias mecânicas não foi no ganho de potência e torque, mas o menor gasto de combustível. Assim, o motor 1.8 flex foi mantido, com 140cv de potência e 17,7kgfm de torque usando etanol. O câmbio também foi retrabalhado para isso. A Honda continua a não divulgar números de consumo, mas afirma que as mudanças renderam uma economia de 2,2% de combustível. Uma novidade é a função Econ, acionada por um botão no painel, que atua em vários sistemas e otimiza o consumo de combustível.

CONTEÚDO A versão de entrada (LXS) tem um pacote interessante de itens de série: airbags dianteiros, freios ABS, cinto de três pontos e apoios de cabeça para todos, sistema Isofix, vidros com abertura do tipo um toque, ar-condicionado digital, câmera de ré e direção elétrica. A versão seguinte (LXL) acrescenta repetidores de seta nos retrovisores, subgrade pintada de preto, sensor crepuscular, assentos em couro e troca de marcha pelas borboletas no volante.

Já a versão topo de linha (EXS) traz airbags laterais, tela central de 6,5 polegadas sensível ao toque, que reúne navegação e sistema de áudio, Bluetooth, maçanetas cromadas, rodas diferenciadas e faróis de neblina. Destaque também para o teto solar, já que este é o primeiro Honda produzido no Brasil a trazer o mimo. De segurança, a versão tem ainda o sistema EPS, que atua em conjunto com o controle de tração, induzindo o motorista a fazer um movimento com o volante para auxiliar as intervenções eletrônicas de segurança, como fazer jogo contrário das rodas em uma situação de emergência.
SI? A nota fúnebre, pelo menos para os aficionados, é o fim da versão nervosa SI para o Brasil. A Honda justifica que o motor passou de 2.0 para 2.4, e trazê-lo aumentaria demais o preço devido à tarifação diferenciada para essa motorização.
(*) Jornalista viajou a convite da Honda
