O Ford Explorer foi um dos veículos que abriram caminho para a onda dos utilitários-esportivos como veículos de asfalto nos Estados Unidos. Lançado em 1990, como uma opção mais urbanizada do Bronco II, o modelo foi desenvolvido a partir do chassi da picape média Ranger. Com as mudanças de geração, o Explorer perdeu espaço, personalidade e vendas. Se em 1999, marcou quase 430 mil vendas, 10 anos depois registrou 52 mil carros. A quinta geração perdeu em rusticidade, mas reforçou o estilo ?pau para toda obra?, baseado sobre o conceito Explorer America, revelado no Salão de Detroit de 2008.
O estilo aproveita traços do estilo New Edge (nova fronteira) europeu da marca, mas também investe no chamado Bold Design, ou desenho vigoroso, marcado pelas barras da grade frontal. Isso o aproxima do crossover Edge e, principalmente, do sedã Taurus, mas também o deixa alinhado ao estilo mais abrutalhado da picape F-150. O capô musculoso e envolvente imprime uma pitada de testosterona, mas serve de fato para a proteção de pedestres, em caso de atropelamento. O coeficiente de penetração aerodinâmica (Cx) de apenas 0.35, reduzido para um SUV.
AULAS DE CIVILIDADE Essa aproximação com os carros de passeio fica clara na estrutura do Explorer, em monobloco. A plataforma é a mesma do crossover Flex, do qual herdou o arranjo interno com três fileiras e sete lugares. Comum até entre os jipes mais ?durões?, o monobloco traz vantagens em peso e comportamento dinâmico, auxiliado pelas suspensões independentes nas quatro rodas.
Tudo para apagar a má imagem do modelo causada pelos casos de acidentes fatais atribuídos ao fabricante e ao fornecedor de pneus Firestone em 2000. Os utilitários foram acusados de serem mais propensos a capotagens e um grande número de casos envolvendo a separação da banda de rodagem dos pneus. Depois de trocas de acusações, o escândalo culminou no fim da parceria entre a Ford e a Firestone.
SEGURANÇA MÁXIMA Para desfazer esta nódoa, a Ford transplantou alguns itens de segurança da Volvo (que foi vendida para a Geely), como o sensor anticapotagem, controle de cruzeiro ativo com aviso de colisão, sensor de ponto cego. E criou cintos de segurança infláveis para os ocupantes laterais da segunda fileira de bancos, verdadeiros airbags tubulares que dividem a força do impacto sobre uma área cinco vezes maior, aliviando a pressão sobre o corpo, algo muito necessário para crianças.
A carroceria também tem sensores de pressão para o disparo das bolsas laterais e do tipo cortina, mais rápidos do que os acelerômetros tradicionais, o que pode poupar milissegundos vitais no processo. O Explorer tem ainda um sistema que utiliza radares na traseira para alertar o motorista no momento de sair de uma vaga de ré, uma facilidade complementada com uma câmera com recurso de zoom.
MAIS FRUGAL Até os utilitários aderiram ao movimento do downsize, como prova a nova opção de motorização quatro cilindros. Trata-se do 2.0 EcoBoost, de injeção direta, turbo e intercooler para atingir 240cv a 5.500 rpm e 34,5kgfm de torque a partir das 1.700rpm. Um rendimento equivalente ao de um V6 aspirado e com a vantagem de 20% de economia em gasolina, segundo a Ford. O câmbio é sempre um automático de seis marchas, que também equipa o ortodoxo V6 3.5, de 294cv e 35,2kgfm de torque. A tração integral tem quatro programas de funcionamento: normal, areia, lama e neve.