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Dia Nacional da Kombi: você conhece TODA a história deste ícone?

Data é referência ao dia em que a Kombi começou a ser fabricada no Brasil. Conheça a trajetória do modelo, do embrião à 7ª geração, prestes a estrear na Europa

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Dia Nacional da Kombi: você conhece TODA a história deste ícone?
Leilão acontecerá no dia 17 de novembro Fotos: RM Sotheby’s/Divulgação

Primeira Kombi fabricada no Brasil, em 1957

Hoje é o Dia Nacional da Kombi. Foi em um dia 2 de setembro de 1957, há 64 anos, que a Velha Senhora começou a ser fabricada no Brasil. Para homenagear o modelo, nada melhor que repassar sua história, de suas origem embrionária até seu presente, que não deixa de ser futurista.

Versão original do Plattenwagen, que inspirou projeto do modelo

O projeto da Kombi nasceu meio por acaso, a partir da observação de um veículo utilizado na fábrica de Wolfsburg para transportar peças por parte de um importador holandês chamado Ben Pon. O Plattenwagen tinha uma plataforma plana à frente, montada sobre chassi, com uma cabine na extremidade traseira sobre o motor.

Esboço original da Kombi na agenda de Ben Pon

Nos idos de 1947, com a intenção de comercializar o utilitário, Pon desenhou em sua agenda os primeiros traços da Kombi, já com a disposição que faria do veículo um sucesso: cabine colada na frente, o grande compartimento de carga e o motor traseiro. Na Alemanha do pós-guerra, a ideia foi apresentado ao Major Ivan Hirst, oficial inglês das forças de ocupação encarregado da produção. Nascia o Projeto EA 7.

Kombi 1950

Kombi 1950

Depois de vários protótipos, em 1950 o Type 2 era lançado. Este primeiro modelo não tinha janela e nem para-choque traseiro. Havia versões de passageiros, furgão e uma com bancos removíveis, para ser usada para carga e passageiros. Em 1952 a versão picape chegava ao mercado, oferecendo espaço na caçamba e num compartimento sob o compartimento de carga. Em 1957 já havia a picape de cabine dupla.

Todas as gerações da Kombi

EVOLUÇÃO A segunda geração viria em 1967, a T2, com o para-brisa inteiriço, três janelas laterais e porta corrediça. A terceira geração, T3, veio em 1979 e ficou marcada pelo rompimento com o motor arrefecido a ar, mas só a partir de 1983. A quarta geração, em 1990, continuou a trazer inovações, como o motor (que não era mais o boxer) e a tração dianteiros, deixando todo o espaço traseiro para carga ou bancos.

Ali o modelo começou a perder a alma, ganhando o visual genérico de uma van. A T5 foi lançada em 2003 e continuou a atualizar a Kombi, agregando até controle de tração e estabilidade. A T6 foi lançada em 2015 e é praticamente uma reestilização da quinta geração, o que demonstra que o modelo pouco evoluiu nos últimos 20 anos. Mas isso está para mudar.

Multivan T7 tem opção de motorização híbrida

EM BREVE A sétima geração da Kombi (T7) já foi apresentada, e deve ser lançada na Europa ainda em 2021. O visual é futurista, e o interior leva até sete pessoas. Os bancos da fileira central giram em 180 graus, formando uma sala de estar. Dentre os opcionais, destaque para o teto solar panorâmico e as portas elétricas deslizantes. O painel tem quadro digital de instrumentos de 10 polegadas, com central multimídia com o mesmo tamanho. O sistema oferece conectividade com a internet.

Interior da T7, com sete lugares

Quanto à propulsão, é a primeira vez que o modelo tem motorização híbrida plug-in, formada pelo motor 1.4 turbo de 150cv e um elétrico de 116cv, com potência combinada de 218cv. Também estão disponíveis motorizações convencionais a gasolina ou diesel. O modelo recebeu tecnologia semiautônoma. Construída sobre a plataforma MQB, a van mede 4,97 metros de comprimento, 1,94m de largura, 1,90m de altura e 3,10 de entre-eixos. Aversão alongada tem 5,17m de comprimento.

Linha de produção da Kombi em Sao Bernardo do Campo (SP)

NO BRASIL Após acompanhar esse breve relato da evolução da Kombi na Europa, é curioso constatar que aqui no Brasil o modelo foi fabricado até 2013 praticamente com a mesma carroceria que foi substituída na Europa em 1979, ou seja, 34 anos depois. A van era importada para o Brasil desde o início da década de 1950, quando era montada em regime de CKD pelo grupo Brasmotor. Mas foi só em 1957 que ela passou a ser fabricada pela Volkswagen do Brasil, antes mesmo do Fusca. O percentual de nacionalização era de 50%.

Em 2013, edição comemorativa Last Edition foi lançada para dar adeus ao modelo no Brasil

A versatilidade fez com que o modelo também ganhasse mercado no Brasil. Em 1976, nove anos depois que na Europa, nossa Kombi ganhou o estilo da T2, mas só na dianteira. Com o passar dos anos a van foi ganhando melhorias, como em 1997, quando estavam disponíveis o teto elevado em 11cm, porta corrediça, janelas maiores e corrediças. No ano seguinte o motor refrigerado a ar ganharia injeção eletrônica. Foi só em 2006 que o modelo abandonou o histórico motor boxer, adotando um propulsor 1.4 resfriado a água.