A montadora americana GM escolheu um consórcio liderado pela fabricante de autopeças canadense Magna para passar a controlar suas subsidiárias na Europa - Opel e Vauxhall -, segundo anúncio feito nesta quinta-feira pela chanceler alemã, Angela Merkel.
Os detalhes da aquisição ainda devem ser finalizados, mas a GM já anunciou que irá vender 55% de sua participação nas subsidiárias. A Magna, que se associou ao banco russo Sberbank nas negociações, era a candidata preferida pelo governo da Alemanha, pois prometeu manter funcionando todas as fábricas no país.
"Estou muito contente por esta decisão, e ela vai de encontro ao que o governo federal vinha defendendo", afirmou Merkel. "É também o que os empregadores e os empregados da Opel queriam." A Opel tem sede na Alemanha, mas opera fábricas em outros países europeus. A Vauxhall é a marca da GM na Grã-Bretanha. Nos últimos dias, houve rumores de que a GM estaria tentando manter o controle das duas marcas.
Grã-Bretanha
Segundo o analista de economia da BBC Martin Shankleman, a venda para a Magna era opção que vinha enfrentando mais resistência por parte dos diretores da Opel. Na Grã-Bretanha, os sindicatos também se manifestaram contrários à aquisição pelo grupo canadense, temendo que o país fosse o primeiro a ser afetado por possíveis demissões.
Uma oferta rival partiu do grupo de investimentos belga RHJ. A Opel emprega 54,5 mil pessoas em toda a Europa - 25 mil delas apenas na Alemanha. Desde que a GM pediu concordata nos Estados Unidos, em junho, a Opel vinha sendo controlada por um grupo que inclui representantes da própria GM, do governo federal alemão e dos Estados alemães onde há fábricas da subsidiária.
Por sua vez, a Vauxhall tem 5,5 mil funcionários na Grã-Bretanha. A matriz americana hoje tem 61% de suas ações pertencentes ao governo dos Estados Unidos.
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