Conheça todos os tipos de Airbags

Os dispositivos de segurança infláveis reduzem os riscos de ferimentos em caso de acidente e estão por toda parte e em todas as classes de automóveis

Ainda raro, o airbag de joelho fica alojado debaixo do painel

 

Embora não dispensem o uso do cinto de segurança, os airbags ganharam papel fundamental na hora de reduzir ferimentos em batidas. “Estudos mostram que a redução das fatalidades seria de 47% só com o uso do cinto, número que passa para 52% quando ele está em companhia dos airbags”, explica Décio Assaf, da Comissão Técnica de Segurança Veicular da SAE Brasil (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade). Saiba quais são os tipos de bolsas infláveis e como funcionam.

FRONTAIS No início, eram as bolsas frontais, criadas para impedir o contato do ocupante com o volante ou painel. O primeiro dispositivo desse tipo foi oferecido pelo americano Oldsmobile Toronado, em 1973. Ele já evoluiu para bolsas de duplo estágio, que enchem de acordo com a severidade da batida ou o tamanho do ocupante, evitando ferimentos causados pela explosão da bolsa. O airbag frontal é de longe o tipo mais comum e será obrigatório em todos os automóveis produzidos no Brasil a partir de 2014.

LATERAIS Também chamadas de sidebags, essas bolsas protegem o torso dos ocupantes. Existem as do tipo alongado, que incluem também a cabeça e se tornaram comum em conversíveis mais modernos, que não têm coluna central ou traseira para a extensão de airbags do tipo cortina. O primeiro airbag lateral surgiu em 1995, no Volvo 850.

O de cortina cobre todo o vidro lateral, protegendo as cabeças dos ocupantes

 

 

CORTINA Como o nome indica, essa bolsa se assemelha a uma cortina estendida de uma coluna a outra do carro. No final dos anos 90, modelos sofisticados como o BMW Série 7 começaram a vir com airbags laterais tubulares, erguidos junto aos vidros. Mas esses modelos logo evoluíram para as cortinas, que equipavam o Volvo S80, de 1998. Além de minimizar traumas em batidas laterais, elas têm a vantagem de proteger os passageiros dos fragmentos de vidro. Comum entre modelos médios e superiores, esse tipo de airbag também equipa (como opcional) compactos como o Fiat Punto ou Ford New Fiesta. Alguns modelos com três fileiras de assentos não protegem os ocupantes dos bancos do fundo com as cortinas, como é o caso do Dodge Journey/Fiat Freemont.

JOELHOS Esse tipo é mais raro, mas está se popularizando, devido à necessidade de proteger os joelhos do condutor da coluna de direção. É a única maneira de atender os critérios cada vez mais rígidos de impacto em institutos como o Euro NCAP, que realizam testes de colisão e aumentam o grau de exigência ano a ano. Também está disponível em modelos nacionais, como o Fiat Bravo.

CENTRAL Sim, você leu correto. Passageiros não precisam se preocupar apenas com o choque de partes do carro, mas também com batidas entre os ocupantes. A Mercedes-Benz se juntou à fornecedora japonesa Takata e apresentou, em 2009, o conceito ESF, um Classe S experimental com a bolsa central. Mas a Toyota foi mais rápida e lançou no sedã Crown Majesta uma versão de produção com esse equipamento, que fica alojado no console entre os bancos. A Chevrolet foi a primeira a incluir o dispositivo da Takata nos bancos dianteiros de alguns modelos, como o Buick Enclave, o GMC Acadia e o Chevrolet Traverse. A escolha de utilitários não é à toa, pois os grandalhões capotam mais facilmente e as bolsas impedem choques graves entre os passageiros frontais.

VIDRO TRASEIRO A Toyota ficou preocupada com os testes de impacto do pequeno iQ de 2008, subcompacto de apenas 3,05 metros, mas com espaço para dois passageiros atrás. Para proteger esses ocupantes em batidas por trás, a marca japonesa criou o primeiro airbag de janela traseira. Inflado ao redor dos encostos, as bolsas protegem a cabeça de quem vai atrás.

DE CINTO Se cintos e airbags foram feitos para serem utilizados em dupla, por que não unir os dois dispositivos? Foi o que fez a Ford quando lançou o novo Explorer, em 2010, com a opção de cintos infláveis traseiros. É uma maneira de proteger os ocupantes menos privilegiados na distribuição de bolsas. Em caso de uma batida frontal ou lateral, eles irão se inflar em apenas 40 milissegundos. De quebra, esse tipo de bolsa distribui melhor a força do impacto em uma faixa cinco vezes maior, o que ajuda também a diminuir o impacto sobre o corpo protegido, algo vital em se tratando de crianças. Para proteger de impactos subsequentes, o cinto ainda fica inflado durante um tempo. A Toyota fez o mesmo no superesportivo LFA, só que nos bancos dianteiros.

CAPÔ Na Europa, os crash-tests também avaliam a segurança dos pedestres em caso de atropelamento. Por isso, a Volvo apresentou no Salão de Genebra, em março, o primeiro airbag para pedestres. A bolsa fica alojada na base do para-brisa e serve para impedir o choque do pedestre contra o capô e o para-brisa.

 

Os frontais, que saem do volante e painel, são o tipo mais comum entre todos os automóveis nacionais