Citroën 2CV – Fraternidade e liberdade sem pressa

Milhares se reúnem na República Tcheca para celebrar compacto emblemático francês e mostram estilo, assim como o veículo, que teve mais de 5 milhões de unidades fabricadas

Em Most, na Bohêmia do Norte, na República Tcheca, 10 mil pessoas se reuniram no último fim de semana e levaram consigo cerca de 3,3 mil Citroën 2CV e celebraram o carro que completou 60 anos no ano passado e é um dos símbolos da cultura francesa, além de ser o maior ícone da marca dos dois chevrons. Entre os milhares de amantes do simpático modelo estavam neozelandeses, japoneses, norte-americanos e ganeses, que, de acordo com o organizador do encontro, Tomaz Neruda, se reuniram também para celebrar um estilo de vida que o carro emana.

O projeto do 2CV foi concebido em 1929, e o primeiro protótipo ficou pronto em 1937, mas o desenvolvimento foi interrompido por causa da Segunda Guerra Mundial. Em 1948, o modelo foi apresentado no Salão de Paris e exibiu suas formas, que conquistariam o mundo. Até 1990, foram fabricados 5 milhões de unidades, entre sedãs e caminhonetes. O primeiro motor foi o menor, de 375cm³ de cilindrada, que rendia apenas 9cv de potência. Com o passar dos anos vieram diversas melhorias e diferentes motores, como o de 425cm³ de cilindrada com 14cv de potência (1962) e o de 602cm³ de cilindrada, de 22cv (1979).

Assim como o Volkswagen Fusca, o Fiat 500 e o Mini Cooper, o 2CV contribuiu para a popularização do automóvel na Europa depois da Segunda Guerra Mundial e, hoje em dia, após ter a produção encerrada, é um carro que empresta certo charme aos proprietários. A despeito da pouca potência, Neruda, diz: “Os franceses têm tudo, o mar, as montanhas e, por isso, não precisam ter pressa para rodar”. A República Tcheca é o segundo país ex-comunista que recebe o encontro, realizado de dois em dois anos, que teve início na Finlândia, em 1975.