
Não temos a vocação para correio sentimental e muito menos a pretensão de sermos conselheiros para casais com problemas conjugais. Mas, às vezes, a vida nos coloca diante de situações inusitadas, que nos fazem acreditar que realmente existem ligações improváveis até mesmo entre questões automotivas e os relacionamentos amorosos. Recentemente, recebemos um e-mail de uma donzela desesperada que trazia em sua abertura a seguinte frase impactante: “Socorro! Dúvida sobre motor que pode salvar meu noivado!” Pasmem, mas é verdade! Mas isso é só o início da história.
A mensagem foi enviada por uma leitora preocupada, que preferimos identificar neste relato com o singelo pseudônimo de Donzela Desesperada. Ela conta que em um dia de muito calor em Belo Horizonte, saiu para cuidar dos seus afazeres com o seu simpático Fiat 500. Depois de rodar por diferentes lugares da cidade, perdendo tempo precioso em longos congestionamentos, a mocinha resolveu gastar algumas horas pelos corredores de um shopping, namorando vitrines e usando sem dó aquele pedacinho de plástico mágico que tudo resolve, mais conhecido como cartão de crédito.
VEJA FOTOS DO FIAT 500
Com as compras feitas, a cabeça relaxada e sem dor na consciência, Donzela Desesperada decidiu sair do shopping às 16h20, chegando em casa 25 minutos depois. O Fiat 500 foi deixado na garagem para o seu merecido descanso. Enquanto isso, ela ficou por conta dos preparativos para receber mais tarde o noivo ciumento e nem podia imaginar o problemão que estava por vir.
DESCONFIADO Donzela Desesperada conta que o candidato a futuro marido chegou em sua casa às 20h40 e logo foi criando caso, duvidando que ela tivesse chegado às 16h45 e permanecido em casa. E não adiantaram as palavras carinhosas e os apelos da mocinha. Nada fez mudar o pensamento machista e desconfiado do noivo ciumento.
Em um arroubo de pura loucura sistemática, o rapaz resolveu ir até a garagem para conferir o Fiat 500, tentando encontrar alguma pista que ajudaria a incriminar aquela que até então era a sua amada noiva. E para o desespero de Donzela, ele retornou furioso e esbravejando disse que ao colocar as mãos sobre o capô do charmoso compacto italiano percebeu que ainda havia muito calor, indicativo de que o motor estava quente. “Se o motor ainda guarda esse calor, significa que você chegou em casa há pouco e não por volta das 17 horas”, afirmou taxativo o noivo com a pulga atrás da orelha.
Donzela Desesperada tentou de todas as formas dissuadi-lo dessa ideia, mas ele afirmava insistentemente que ela tinha ido a um encontro no intervalo entre o shopping e a chegada em casa. “Depois de três horas parado, o motor de qualquer carro esfria”, acusava o noivo ciumento. Acuada, ultrajada e sem saber o que dizer, por ser totalmente leiga em questões automotivas, Donzela Desesperada se sentiu rendida, mas ao mesmo tempo furiosa e indignada com aquela situação, pois sabia que não havia cometido a traição sugerida pelo noivo.
SOCORRO! Ela não teve sequer forças para ir até a garagem conferir se o capô do carro estava mesmo quente. Mas começou a acreditar que o Fiat 500 poderia estar com algum problema, pois ainda não havia feito a revisão, já que o carro na época estava com 9 mil quilômetros rodados. Diante de tal impasse, Donzela Desesperada resolveu escrever para o caderno Vrum pedindo ajuda. Na verdade, pedindo socorro! Ela só queria saber se era normal o motor do carro ainda estar quente ou deveria ter esfriado, como afirmou o noivo ciumento.
Diante de tal polêmica, resolvemos ajudar a desprotegida leitora, informando que quem está com problema é o noivo e não o carro. Principalmente em dias de muito calor é normal que o motor do carro trabalhe em temperatura mais elevada. E vale lembrar que a carroceria absorve esse calor, que demora mais tempo para se dissipar, principalmente se o veículo for pintado em cor escura. Se o carro fica em ambiente fechado, a temperatura vai demorar ainda mais a diminuir.
Portanto, sugerimos a Donzela Desesperada que troque de noivo e não de carro. Ele usou de argumento fraco e mentiroso para acusar a amada, que mesmo assim ainda insistia em salvar seu noivado. Coitada da pobre donzela! E que fique a lição para o ciumento: quem se preocupa com o calor do motor se esquece da quentura do colchão. E um alerta para as mulheres sapecas: não esqueça de esfriar o capô depois de uma noite quente de amor bandido!
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