
FLEX
É preciso misturar etanol na
gasolina para não bater pino?
Vera Ferreira Crespo
vfcrespo@gmail.com
Depois que meu Fiat Uno Way começou a apresentar um barulho, parecido com o antigo "bater pino", fui à concessionária e me informaram que era a octanagem do combustível e que a Fiat estava discutindo com a Petrobras a questão. Disseram que eu colocasse a cada três tanques de gasolina, um de etanol. Se meu carro é flex, tenho o direito de escolher o combustível. No início isso ajudou, depois nem precisava de três tanques. Agora, a cada tanque de gasolina tenho que colocar um de etanol, para não ficar ouvindo um barulho irritante, principalmente na primeira e segunda marchas. Como não obtive retorno do Fale conosco da Fiat, resolvi voltar tempos depois na concessionária solicitando um laudo, por escrito, sobre as orientações recebidas. Disseram que constava no manual o seguinte: "Os motores flex podem apresentar níveis de ruídos diferentes, dependendo do combustível utilizado (etanol ou gasolina), bem como o percentual de mistura. Este comportamento é normal e não afeta o desempenho do motor". Pergunto: qual comprador lê o manual antes de fazer a compra? Que frustração! Tenho alguma saída sem ser a jurídica?
Ao contrário do que falaram a você na concessionária, Vera, não existe um "problema" de octanagem na gasolina. O que está ocorrendo é que os motores flex foram projetados para funcionar com 25% de etanol (a rigor, 22%) e o governo baixou a proporção para 20%, por problemas de produção do álcool. A regra não é bem de um tanque de etanol a cada três de gasolina, mas adicionar uns cinco litros de etanol cada vez que você abastecer com gasolina. Assim você estará compensando a redução do etanol de 25% para 20%. O problema não é só nos motores da Fiat, pois todos os outros que trabalham com elevada taxa de compressão sofrem do mesmo drama, que deve terminar quando a gasolina voltar a ter 25% de etanol.
DESEQUILÍBRIO
Por que a direção do meu carro
trepida quando passo dos 120km/h?
Cleryston Guimarães
clerystonguimaraes@yahoo.com.br
Tenho um Renault Sandero Stepway 2011/2012, com 8 mil quilômetros rodados, cuja direção trepida bastante ao chegar aos 120km/h. Antes disso não trepida e em uma velocidade superior quase não trepida também. Antes de mais nada, o modelo não está incluído no recall e como não há concessionária na cidade em que moro, levarei o problema à mesma quando realizar a primeira revisão, aos 10 mil quilômetros. Dá para ter uma ideia de qual é o problema ou pelo menos que avaliação específica devo cobrar da concessionária?
Oi, Cleryston. Essa trepidação pode ser provocada por falta de balanceamento das rodas. Provavelmente, depois desse serviço executado, o problema vai desaparecer.

NO VÁCUO
Por que o freio do meu Prisma
não trava pisando firme no pedal?
Amarildo Reis
Icó – CE
Comprei dois Chevrolet Prisma modelo 2012, um em agosto e outro em dezembro de 2011. O motorista do primeiro me disse que ele não tem o freio muito bom e que o pedal de freio era muito duro em determinados momentos. Levei o carro à concessionária e informaram que era porque o carro era novo e que iria melhorar. No segundo, eu mesmo notei que o freio é muito fraco. Além disso, o freio dianteiro não trava de jeito nenhum. Fiz o teste para ver se travava e não tem força que coloque no pedal para o freio dianteiro arrastar, mesmo em baixa velocidade (quase parando). É normal um carro sem ABS não travar o freio dianteiro mesmo colocando força no pedal? É normal quando desligo o ar-condicionado o pedal de freio baixar? Será que o carro saiu com algum problema nos freios? Como devo agir junto à concessionária na revisão dos 5 mil quilômetros?
Oi, Amarildo. É quase impossível uma análise do problema a distância. Mas, se o seu carro tiver motor 1.0 e o problema ocorre em baixa rotação, andando bem devagar, é sinal de que está faltando vácuo na "cuíca" do freio. O problema é de solução muito difícil, pois acontece mesmo em vários modelos (de outras marcas também) com motores de baixa cilindrada. Se for essa a origem da deficiência do freio, uma oficina muito competente poderia interferir no software ou direto na válvula que abre a passagem de vácuo do motor para a "cuíca", para evitar essa falta em baixas rotações.

LUBRIFICANTE
Devo manter a troca de óleo
a cada 5 mil quilômetros?
Leônidas Saldanha
Campo Bom – RS
Tenho um Fiat Uno Mille flex 2006. Uso óleo semissintético e sempre o troquei a cada 5 mil quilômetros. Recentemente, troquei o óleo e no posto me disseram que o lubrificante que colocaram era para 7.500 quilômetros. Está certo isso ou devo continuar trocando o óleo a cada 5 mil quilômetros?
Olha, Leônidas, em time que está ganhando não se mexe. Continue trocando o óleo e o filtro de óleo do seu carro a cada 5 mil quilômetros, pois assim certamente você evitará o surgimento da tão temida borra no motor.

FUNDIU
Quando troco o motor para flex
tenho que mudar a centralina?
João Carlos de Andrade
jd.andrade@uol.com.br
Tenho um Ford Focus Sedan 2005. Meu carro fundiu o motor, pois a mangueira de água não havia mandado sinal para o painel, que não indicou o aumento da temperatura. O motor era 1.6 8V Zetec Rocam a gasolina. Comprei um motor 1.6 8V Rocam flex, atualmente no carro, mas não troquei a centralina. A questão é que o motor vem grilando muito. Geralmente, coloco 20% de etanol, o que diminui bastante o barulho. Isso é normal? Qual seria o procedimento normal? Só grila quando normalmente forço mais o carro.
Oi, João Carlos. Para fazer a mudança do motor você deveria ter substituído vários componentes, como o tanque de combustível, a bomba, toda a tubulação, sonda Lambda e a central eletrônica. Colocar 20% de etanol não vai resolver o problema de motor grilando.
DIESEL
Tem problema usar o S-50 em
carros com motores antigos?
Émerson Gerin
emersongerin@gmail.com
Tenho quatro automóveis em casa, sendo três deles a diesel: um Toyota Bandeirantes 1985, um Mitsubishi Pajero GLS-B 1999 e um Pajero Sport 2004. Gostaria de saber se esse diesel novo, o S-50, pode ser usado nesses veículos sem problemas. Ou até mesmo se haveria algum benefício para a bomba injetora ou para o motor.
Olha, Emerson: o uso do S-50 em motores Euro 3 (os mais antigos) proporciona um ganho em emissões praticamente nulo, mas também provoca efeitos positivos, como menor desgaste de anéis e cilindros, menor consumo de óleo, melhoria na partida a frio, redução de depósitos e menos manutenção no sistema de injeção.
SUBSTITUIÇÃO
Posso trocar o óleo mineral
pelo sintético sem prejuízo?
Luiz Carlos Aguiar
Salvador
Há um ano adquiri um VW Gol 1.0 e gostaria de saber se posso usar óleo sintético no meu carro, pois desde quando o comprei fiz todas as trocas de lubrificante na concessionária da marca. Gostaria de saber se teria algum problema em relação à troca, pois anteriormente usava óleo mineral.
Caro Luiz. Você deve dar preferência por usar o óleo recomendado pelo fabricante do seu carro. Porém, nada o impede de usar outros lubrificantes mais caros, desde que seja feita toda a drenagem do cárter para eliminar o óleo velho e repor com o novo. E não se esqueça de trocar também o filtro de óleo, para evitar a contaminação do lubrificante que será inserido no motor.